Debate na Globo: o que esperar do último embate entre Lula e Bolsonaro antes do segundo turno

O debate da TV Globo é a última chance para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputarem a preferência da pequena parcela do eleitorado que ainda pode mudar de ideia antes do segundo turno da eleição presidencial deste domingo. No embate pelos 7% de eleitores que ainda não decidiram o voto, como aponta a última pesquisa Datafolha, os dois presidenciáveis devem lançar mão de temas-chave, como economia e corrupção, além de convidados com potencial para desestabilizar o adversário. O debate, que será mediado pelo jornalista William Bonner, está marcado para 21h30 com transmissão de TV Globo, Globonews, Globoplay e g1.

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Mas o que esperar das estratégias dos dois candidatos à presidência?

A campanha de Lula irá explorar o tema economia, sobretudo o salário mínimo. O ex-presidente pretende atribuir a Bolsonaro a responsabilidade direta pela piora dos indicadores econômicos, ressaltando a alta dos preços e a volta da fome no país.

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Lula reforçou o treinamento para rebater acusações de corrupção, tema sensível para o petista, e se prepara para ataques "abaixo da linha da cintura" já que Bolsonaro está atrás nas pesquisas. Um dos focos na preparação do ex-presidente é encontrar respostas adequadas para os questionamentos do rival, sobretudo, sobre corrupção. Para isso, o ex-presidente conta com o auxílio da jornalista Olga Curado, famosa preparadora de candidatos que mistura princípios do aikido (arte marcial japonesa), da psicologia Gestalt, do budismo e meditação.

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Para os estrategistas da campanha do candidato à reeleição, ele deve ser incisivo sem parecer agressivo ao intensificar os ataques aos escândalos de corrupção das gestões petistas. Bolsonaro deverá lançar mão de gestos, como fez no debate da Band ao tocar no ombro de Lula, uma estratégia considerada bem-sucedida por sua campanha.

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O estrategistas de Bolsonaro acreditam que o maior impeditivo para o crescimento do candidato é a economia, sobretudo o medo do eleitor de que ele desvincule o aumento do salário mínimo e das aposentadorias da inflação. A ideia é convencer o eleitor que seu governo não cortará benefícios, mas irá ampliá-los. Ele ainda deverá afirmar que Lula planeja acabar com o Simples Nacional, programa de simplificação tributária voltado para pequenas e médias empresas, e taxar o PIX - duas medidas que não estão no plano de governo do petista.

Até dez convidados

A expectativa é que Lula e Bolsonaro levem "convidados" para tentar abalar o adversário. Como fez no debate da Band, o presidente pode levar o senador eleito Sergio Moro. Já a campanha de Lula estuda levar André Janones por acreditar que as postagens do deputado (Avante) desestabilizam Bolsonaro. Os dois nomes, no entanto, não constam na lista que as campanhas entregaram à TV Globo nesta sexta-feira. Lula e Bolsonaro podem levar até dez pessoas e têm até 21h30 para fazer alterações na lista.

Como antecipou o colunista do GLOBO Lauro Jardim, a campanha de Jair Bolsonaro entregou a TV Globo uma lista com dez nomes que inclui ministros (Fábio Faria, Ciro Nogueira, Joaquim Leite e Adolfo Sachsida), dois filhos (Flávio Bolsonaro e Carluxo) e figuras relevantes do bolsonarismo (Silas Malafaia, Hélio Lopes e Filipe Martins).

Já Lula levará a senadora Simone Tebet, a deputada federal eleita Marina Silva e o vice Geraldo Alckmin, além de integrantes da cúpula do PT (Gleisi Hoffmann, Aloísio Mercadante e Edinho Silva) e a senadora Eliziane Gama. também estão credenciados omarqueteiro Sidônio Palmeira; o advogado Cristiano Zanin; os assessores Ricardo Amaral e José Chrispiniano e a consultora Olga Curado