Debate no SBT: veja como foi o primeiro bloco

Candidatos momentos antes do início do debate SBT/CNN (Reprodução)
Candidatos momentos antes do início do debate SBT/CNN (Reprodução)

No primeiro bloco do debate entre presidenciáveis no SBT, os candidatos fizeram perguntas uns para os outros. Ausente no debate, Lula (PT) foi o assunto mais comentado entre os candidatos no início do debate. Frases de efeito e até piadas deram a tônica. O primeiro embate foi travado entre Simone Tebet (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

A candidata afirmou que Bolsonaro diz defender a família, as mulheres e as crianças brasileiras, mas enviou para o Congresso orçamento com cortes na educação, desrespeita as mulheres e as vítimas da pandemia.

Bolsonaro respondeu afirmando que o orçamento é feito a 4 mãos e diz não ser justa essa acusação pois o orçamento ainda não foi votado. Afirma que Tebet votou para derrubar seu veto ao orçamento secreto. “João 8:32 vai continuar presente no meu governo”. Chama atenção para a ausência de Lula e afirma defender as mulheres.

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Em seguida, o presidente Jair Bolsonaro (PL) questionou Padre Kelman (PTB) sobre posicionamento de presidentes: “O Brasil deve fazer gestões contra ditaduras no mundo?”

Padre Kelman disse que Brasil tem uma população majoritariamente cristã e que corre o mesmo risco que o da população da Nicarágua, que enfrenta uma ditadura. Menciona o Foro de São Paulo e insinua uma suposta ligação entre a esquerda brasileira e o ditador da Nicarágua. “Nós católicos ortodoxos e evangelicos precisamos ficar atentos.”

Na réplica, Bolsonaro concorda com o padre e diz que o Brasil acolherá religiosos perseguidos pelo mundo. O padre defende uma união entre cristãos e afirma: “Nós cristãos vamos reagir”.

Ciro Gomes (PDT) se dirige a Soraia Thronick (União Brasil) elogiando a candidata por ter se arrependido de votar em Bolsonaro e faz pergunta sobre corrupção.

Soraia responde que um debate é como uma entrevista de emprego. "Você contrataria um cadidato que não veio à entrevista?” e afirma que Lula nao gosta de trabalhar.

Soraia afirma que ajudou a eleger Bolsonaro e não se arrependeu naquele momento porque era necessário, mas afirma sentir decepção. “Acreditei muito e com veemência, mas ele abandonou aquelas bandeiras. Por que ele traiu a nação brasileira?”

Soraia Thronick se dirigiu a Felipe d’Ávila. “Candidato, o que é o que é: não reajusta a merenda, mas gasta milhões com leite condensado.Tira remédio, mas gata com viagra. Não compra vacina, mas compra prótese peniana para amigos”.

D’ávila diz que a polarização vem acabando com discussão de propostas no brasil.Menciona PEC kamikaze quebrando o Teto de Gastos e o orçamento secreto. Soraia afirmou que governo Bolsonaro “estragou a reputação de uma direita brasileira que estava nascendo”

Padre Kelmon (PTB) questionou Ciro Gomes (PDT) por não frequentar igreja fora do período eleitoral e pergunta se o candidato é contra o aborto. “Assinaria pacto pela vida, se comprometendo a defender a vida dos bebÊs ainda no ventre das suas mães?”

Ciro argumentou que está mais concentrado na questão do desemprego da população brasileira e no programa de renda mínima. Adverte sobre o não poder do presidente neste assunto e menciona aspectos de saúde pública e morais.

Na réplica, Padre Kelman afima que o aborto é um assassinato: Temos que ter posicionamento firme na defesa da vida”.

Por fim, Felipe d’Ávila perguntou a Simone Tebet como a senadora votará sobre o aumento do poder judiciário.

Tebet afirmou que votará contra. “Não podemos admitir um país com 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar e 10 milhões desempregados. É vergonhoso, afrontoso e imoral”. Também promete vetar o aumento se ganhar a presidência: “Nossa obsessão é emprego, emprego, emprego. e para isso, o brasil precisa voltar a crescer”.

D’ávila aproveita a réplica para afirmar que é contra o corporativismo. “O judiciário precisa cumprir papel de corte constitucional. É hora de enquadrar o STF, que foi responsável por soltar Lula e deixar um criminoso concorrer à presidência. Chega de Lula.”

Veja as regras do debate:

  • Primeiro bloco: Candidato pergunta para candidato, seguindo a ordem do sorteio. Cada um perguntará e será chamado a responder apenas uma vez. Quem fizer a pergunta terá direito a réplica, e o que responder poderá fazer a tréplica. A ordem é Simone Tebet, Jair Bolsonaro, Lula, Ciro, Soraya Thronicke , Padre Kelmon e Felipe D'Avila;

  • Segundo bloco: Seis jornalistas, representando cada um dos veículos do pool, escolherão 2 candidatos: um para responder e outro para comentar a resposta. Aquele que responder à pergunta do jornalista terá direito a réplica após o comentário. Nesta rodada, cada um será chamado uma vez;

  • Terceiro bloco: Candidato pergunta para candidato, seguindo a ordem do primeiro bloco - cada um perguntará e será chamado a responder apenas uma vez. Quem fizer a pergunta terá direito a réplica, e o que responder poderá fazer a tréplica. A ordem será D'Avila, Padre Kelmon, Soraya, Ciro, Lula, Bolsonaro e Tebet.

  • Quarto bloco: Segunda rodada de perguntas dos jornalistas voltam a fazer perguntas aos candidatos, seguindo as mesmas regras do segundo bloco. O debate é finalizado com as considerações finais, seguindo a ordem do sorteio. A ordem será Tebet, Bolsonaro, Lula, Ciro, Soraya, Padre Kelmon e D'Avila.

Se os candidatos se sentirem ofendidos, poderão pedir um direito de resposta caso sejam ofendidos moral e pessoalmente. O pedido, que será avaliado por um corpo jurídico, deve ser dirigido ao mediador no momento da ocorrência ou ao final da fala do candidato que a proferiu.