Debate no SBT: veja como foi o segundo bloco

Candidatos momentos antes do início do debate SBT/CNN (Reprodução)
Candidatos momentos antes do início do debate SBT/CNN (Reprodução)

No segundo bloco do debate realizado pela emissora SBT neste sábado (24), em parceria com a CNN, O Estado de S. Paulo, Veja, O Estado de S. Paulo, Terra e Nova Brasil FM, os seis presidenciáveis responderam a perguntas dos jornalistas.

As críticas a Bolsonaro ganharam mais destaque neste bloco nas falas dos outros candidatos, sendo feitas principalmente por Simone e Soraya.

Em resposta a pergunta realizada por Soraya Thronicke (União Brasil), sobre o orçamento secreto chegou a chamar a senadora de "estelionatária" e respondeu sobre a compra de medicamentos para tratar disfunção erétil. "No tocante à Viagra e Cialis é medicamento cujo efeito colateral é combater a disfunção erétil e isso é usado por todos os médicos do Brasil".

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Já a candidata Simone Tebet (MDB) em sua fala sobre a votação já está definida fez um apelo ao público em uma busca por mais votos. “Candidato que pede voto útil. É o voto da sua consciência. Não pode ser votada pelo medo e sim pela esperança. Vamos dar um cheque em branco? Vamos dar um voto no escuro?”, questionou Simone Tebet (MDB).

Ciro Gomes atacou novamente seus principais adversários em sua tréplica. “O que o Lula e o Bolsonaro querem é que votem por ódio”, afirmou o candidato do PDT.

Luiz Felipe D’Ávila (Partido Novo) se mostrou a favor da lei de controle de armas, contudo criticou os CAC (Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) realizados pelos clubes de tiros. Ele se mostrou a favor dizendo que essa, mas atacou os CAS e os clubes de tiro.

“Nós não podemos banalizar um direito do cidadão, que é o direito de ter posse a arma. Portanto, nós temos de colocar ordem. Não podemos deixar que a arma seja hoje um instrumento usado para cometer crimes e usando um subterfúgio, que é o CAC, nós precisamos respeitar o direito do cidadão”, afirmou Luiz Felipe D’Ávila.

Quando a pergunta é sobre o Imposto Único Federal, a candidata da senadora Soraya soltou que não se deve confundir. "O Imposto Único Federal não é CPMF. Não confunda 'florentina' com 'cloroquina'", afirmou.

Em sua fala, Padre Kelmon (PTB) falou sobre a baixa de impostos. “Quem produz e quem trabalha, é você de casa. O estado precisa ser mínimo. O estado precisa ter dinheiro de sobra para poder oferecer para servir o pobre.”

Soraya “O estado do mínimo necessário tem que estar presente dentro do necessário e as pessoas estão passando fome. Nós precisamos aumentar a base da arrecadação, hoje 70% da população arque, nós queremos arcar 100%.”

Clarissa Oliveira da Veja perguntou sobre o Padre Kemb sobre a lei da ficha limpa e o motivo dele estar no local de outro candidato.

Padre Kelmon era o vice na chapa de Roberto Jefferson que teve sua candidatura indeferida depois de ser denunciado e condenado no escândalo do mensalão em 2005, e recentemente por ser um "soldado bolsonarista", com direito a fotos armado em suas redes sociais.

“A senhora está afirmando que o Roberto Jefferson foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. E que isso o impede. Essa lei deveria valer para todos os candidatos, então? Por que o candidato, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, está como candidato a presidente da República? A lei só vale para um e outros não? Ele deveria também estar sendo impedido de ser candidato à presidência da República. Então, nós precisamos parar de demagogia, de falácias, nós precisamos parar de mentir. São muitas fake news que são inventadas aqui.” afirmou o candidato do PTB.

Veja as regras do debate:

  • Primeiro bloco: Candidato pergunta para candidato, seguindo a ordem do sorteio. Cada um perguntará e será chamado a responder apenas uma vez. Quem fizer a pergunta terá direito a réplica, e o que responder poderá fazer a tréplica. A ordem é Simone Tebet, Jair Bolsonaro, Lula, Ciro, Soraya Thronicke , Padre Kelmon e Felipe D'Avila;

  • Segundo bloco: Seis jornalistas, representando cada um dos veículos do pool, escolherão 2 candidatos: um para responder e outro para comentar a resposta. Aquele que responder à pergunta do jornalista terá direito a réplica após o comentário. Nesta rodada, cada um será chamado uma vez;

  • Terceiro bloco: Candidato pergunta para candidato, seguindo a ordem do primeiro bloco - cada um perguntará e será chamado a responder apenas uma vez. Quem fizer a pergunta terá direito a réplica, e o que responder poderá fazer a tréplica. A ordem será D'Avila, Padre Kelmon, Soraya, Ciro, Lula, Bolsonaro e Tebet.

  • Quarto bloco: Segunda rodada de perguntas dos jornalistas voltam a fazer perguntas aos candidatos, seguindo as mesmas regras do segundo bloco. O debate é finalizado com as considerações finais, seguindo a ordem do sorteio. A ordem será Tebet, Bolsonaro, Lula, Ciro, Soraya, Padre Kelmon e D'Avila.

Se os candidatos se sentirem ofendidos, poderão pedir um direito de resposta caso sejam ofendidos moral e pessoalmente. O pedido, que será avaliado por um corpo jurídico, deve ser dirigido ao mediador no momento da ocorrência ou ao final da fala do candidato que a proferiu.