Debate presidencial: O que explica a voz rouca de Lula?

Voz de Lula tem chamado a atenção por falhas e rouquidão durante campanha presidencial - Foto: AP Photo/Andre Penner
Voz de Lula tem chamado a atenção por falhas e rouquidão durante campanha presidencial - Foto: AP Photo/Andre Penner

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem apresentado rouquidão nos discursos públicos e entrevistas. A falha na voz e a sensação de que o petista perdia o fôlego chamou a atenção no primeiro debate entre presidenciáveis, realizado neste domingo (28), pela TV Bandeirantes. O tópico “voz do Lula” chegou a figurar entre os mais pesquisados durante o programa, segundo informações do Jornal O Globo.

Segundo informações obtidas pelo veículo, os problemas que estão afetando a voz do ex-presidente são: a falta de exercícios regulares de fonoaudiologia e a piora do refluxo gástrico.

De junho para cá, com a intensificação da agenda política, Lula tem feito exercícios de voz de uma a duas vezes por semana, o que é muito pouco para ele. A indicação médica é de que a frequência seja diária.

Também com o período de campanha, o petista está com alimentação mais desregrada, o que piora o quadro de refluxo gástrico crônico que inflama e machuca as cordas vocais. Lula toma medicamento para a condição, mas tem trocado refeições mais leves por pizza, por exemplo. Ele também ganhou e, logo depois, perdeu 5kg recentemente.

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De acordo com o médico Roberto Kalil, diretor-geral do centro de cardiologia do Sírio Libanês e médico de Lula há 30 anos, o petista “tem a saúde de um touro”, garantiu ao jornal O Globo.

Câncer de laringe

Em 2011, o ex-presidente foi diagnosticado com um tumor cancerígeno na laringe. Na época, a equipe médica decidiu tratá-lo com quimioterapia para evitar lesões que afetassem definitivamente a voz do político.

Contudo, a rouquidão atual de Lula nada tem a ver com o câncer. Ele está livre da doença e faz exames rotineiros. Segundo informações do Jornal O Globo, o último deles foi realizado em 16 de março deste ano no Hospital Sírio Libanês, quando o petista foi submetido a tomografia, ressonância magnética e uma laringoscopia, o mesmo procedimento que detectou o câncer há 11 anos.