Debate TV Cultura: Covas e Russomanno são principais alvos em último embate antes do primeiro turno

Anita Efraim
·3 minuto de leitura
Debate foi o último antes do primeiro turno da eleição municipal (Foto: Reprodução/TV Cultura)
Debate foi o último antes do primeiro turno da eleição municipal (Foto: Reprodução/TV Cultura)

No último debate antes do primeiro turno da eleição municipal, os principais ataques da noite de quinta-feira, 12, foram direcionados ao prefeito Bruno Covas (PSDB) e a Celso Russomanno (Republicanos).

Contra Covas, o argumento usado repetidamente foi a viagem que fez logo que assumiu o posto de prefeito, quando João Doria deixou o cargo para concorrer ao governo do estado.

Joice Hasselmann (PSL), Arthur do Val (Patriota) e mesmo Márcio França usaram dos ataques ao prefeito para tentar mudar votos de eleitores mais vinculados à direita. A briga é por uma vaga no segundo turno, que já deve Covas. Joice, inclusive, cantou uma música para dizer que o adversário aumentou o IPTU.

Para fugir dos ataques dos adversários, o atual prefeito seguiu a mesma estratégia de outros embates: o que fez como prefeito durante os quase dois anos de gestão. O tucano aparece em primeiro lugar nas pesquisas, em situação confortável.

Seguindo a mesma estratégia, Russomanno foi bastante atacado por adversário. Ele aparece em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Covas e de Guilherme Boulos (PSOL). Tirar votos dele seria outra opção para os candidatos de centro e de direita.

Arthur do Val foi um dos que apostou em atacas tanto Bruno Covas, quem chamou de “Bruno férias”, quando Russomanno. Exaltado, ele mais uma vez ressaltou o histórico familiar para tentar se aproximar da população. Do Val argumentou que a mãe foi professora da rede pública, mas, ao mesmo tempo, critiou Boulos, também professor, por não ser “empreendedor”. Mais uma vez, ele foi responsável por alguns dos principais embates da noite.

Guilherme Boulos, principal nome da esquerda na corrida eleitoral em São Paulo, viveu uma noite de sorte. Diversas perguntas direcionadas a ele diziam respeito a temas familiares ao militante: inclusão de minorias. O candidato do PSOL usa com frequência o argumento de que se mudou para a periferia para ficar perto do povo. Dessa forma, pôde apresentar propostas relacionadas a populações em vulnerabilidade e transporte público.

Boulos teve também a oportunidade de responder à acusação feita por Celso Russomanno na última quarta-feira, 11, de que o candidato do PSOL contratou empresas fantasmas para produzir conteúdo audiovisual da campanha. O conteúdo que acusa Boulos foi publicado por um comunicador bolsonarista, Oswaldo Eustáquio, preso em junho, investigado de organizar atos antidemocráticos. Ele foi solto, mas está impedido de ir à Praça dos Três Poderes, em Brasília. A Justiça determinou que o conteúdo seja retirado do ar e Boulos pediu a apreensão do celular de Russomanno.

Leia também

Ainda no âmbito da esquerda, Jilmar Tatto (PT) ganhou protagonismo ao partir para cima de Russomanno. O candidato do PT foi questionado sobre o ex-presidente Lula, que, segundo candidato do Republicanos, apoiaria Boulos. Tatto levantou o assunto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), padrinho político de Russomanno, e disse que foi uma escolha ruim, já que ele está em queda nas pesquisas.

Márcio França (PSB) manteve o discurso de “nem esquerda”, “nem direita” e voltou a falar sobre aceitar apoio de pessoas de diversos espectros políticos. O candidato do PSB não esteve no centro das maiores polêmicas da noite.

Também participaram do debate a candidata Marina Helou (Rede), Andrea Matarazzo (PSD) e Orlando Silva (PCdoB).