Debora Bloch: 'Casei por prazer, me apaixonei'

Maria Fortuna

RIO — Desde que começou a fazer “Segunda chamada”, série ambientada numa escola noturna para adultos e que discute a educação no país, Debora Bloch mergulhou na realidade da desigualdade brasileira. Não que fosse alienada. Pelo contrário, a atriz é politizada, se coloca nas redes sociais e arregaça as mangas para ajudar quem precisa — como fez na última enchente, quando subiu o Vidigal para auxiliar desabrigados. Mas gravar em favelas e ocupações mexeu com ela, que tem procurado entender mais sobre a história e o abismo social do país lendo livros como “A elite do atraso”, de Jessé Souza, e “Um defeito de cor”, Ana Maria Gonçalves.

— Outro dia, estava na praia e recebi fotos de crianças no chão num tiroteio no Vidigal. E a gente na praia, olhando para o Vidigal, como se tudo estivesse normal — diz. — Há uma guerra do nosso lado e gente não vê. Esse é o retrato da Zona Sul hoje. Vivemos encastelados como Marias Antonietas como se não fosse com a gente.

Na véspera de embarcar para São Paulo, onde começa esta semana, a preparação para viver de novo a professora Lucia na segunda temporada da série, Débora, de 56 anos, recebeu OGLOBO em seu apartamento. Na conversa, a atriz fala sobre envelhecimento, o novo casamento ("casei por prazer, me apaixonei") e revela: "Estou louca para ser avó". Leia a entrevista completa aqui.