A decadente geração belga? Estrelas de 2018, Hazard e Lukaku chegam ao Catar em queda

A seleção da Bélgica foi uma das grandes atrações da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, por conta de uma promissora safra de jogadores que ascendiam no cenário internacional naquele período. Aquela que foi chamada de "incrível geração belga", liderada por Eden Hazard, Romelu Lukaku e Kevin de Bruyne, terminou com a terceira colocação. Nesta quarta-feira, os belgas seguem com o trio no elenco para enfrentar o Canadá, às 16h, pela estreia no mundial do Catar. Mas os dois primeiros vivem momentos de forte baixa em suas carreiras.

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A situação mais complicada é a de Lukaku, ausência nos dois primeiros jogos dos belgas na fase de grupos. Convivendo com uma lesão na coxa esquerda desde agosto, o atacante mal atuou pela Inter de Milão desde que retornou do Chelsea ao clube italiano, no início da temporada. Fez apenas 5 jogos: três em agosto e dois em outubro, num breve retorno antes de novo afastamento. No período, foram dois gols.

O atacante de 29 anos já vinha rendendo menos do que se acostumou na temporada anterior, pelo Chelsea. Foram 13 gols em 45 jogos, em período em que conviveu com um vai e vem ao banco de reservas. Foi um dos motivos de ter solicitado o retorno à Itália. Convocado sob dúvidas, terá de torcer para seu substituto, Michy Batshuayi (Fenerbahçe), dar conta do recado, ganhando mais tempo para se recuperar a tempo de disputar o torneio.

Hazard pede desculpas

O meia-atacante Eden Hazard, cotado para ser titular na estreia, tem nessa Copa uma oportunidade para uma reviravolta tardia na carreira. Aos 31 anos, passou de cotado a Bola de Ouro a reserva pouco importante no Real Madrid. No seu caso, as lesões foram os problemas centrais em seu caminho.

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— Me desculpem. Eu tento, mas... sinto muito. Tenho um ano restante (de contrato) e tenho que mostrar (meu futebol), mas não é fácil. Não jogo, quero jogar mais. Realmente sinto muito pelo que tem acontecido — afirmou, em uma rara entrevista ao jornal "Marca".

Contratado em junho de 2019, com etiqueta de reforço galáctico, Hazard viu a forma física cair e as lesões se multiplicarem. São apenas 72 jogos em três temporadas e meia (o clube fez 180 partidas no período), uma média de 10 jogos por semestre, com 49 minutos atuados por partida. Na atual temporada pelo clube, atuou em 6 jogos, apenas um deles como titular — marcou um gol e deu uma assistência.

Hazard é um dos casos de jogadores com mais confiança na seleção — e oportunidades — na seleção do que eu seus clubes. Ele espera usar a Copa para recuperar a boa fase.

— Tenho que mostrar a todos que posso jogar futebol. As pessoas têm dúvidas do que eu posso fazer, mas eu não.

Das principais estrelas daquela Copa, o meia De Bruyne e o goleiro Courtois chegam em alta, nos prováveis melhores momento na carreira. Autor de um dos gols na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil, o meia do Manchester City acumula 3 gols e 13 assistências em 19 jogos pelo clube inglês.

Já o goleiro vem com moral após a conquista da Champions pelo Real Madrid como destaque, exibições que culminaram no prêmio Yashin, destinado ao melhor goleiro do mundo. São a esperança para mais uma boa performance de uma geração que já teve maiores expectativas.