Decisão da Justiça europeia sobre líder pró-curdo é 'política', diz Erdogan

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O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou firmemente, nesta quarta-feira (23), a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), o qual solicitou a "libertação imediata" do líder pró-curdo Selahattin Demirtas.

"É uma decisão totalmente política (...) Pedir a libertação de uma pessoa que é responsável pela morte de 39 dos nossos concidadãos mostra uma política de dois pesos e duas medidas, é hipócrita", disse Erdogan.

O presidente se referia às manifestações que deixaram dezenas de mortos em 2014, no sudeste da Turquia, pelas quais as autoridades turcas responsabilizam os líderes do partido pró-curdo HDP.

Na terça-feira, o TEDH declarou ter constatado várias "violações da Convenção (Europeia) sobre Direitos Humanos e ordenou a libertação imediata" de Demirtas, de 47 anos, ex-candidato à Presidência e um dos principais rivais de Erdogan.

Assim que a decisão foi tornada pública, o tribunal europeu sofreu um ciberataque "de grande magnitude", o qual impediu o acesso ao seu site por várias horas, informou a Corte nesta quarta-feira.

A origem deste ataque cibernético não pôde ser estabelecida e não causou "perda de dados", segundo a assessoria de imprensa do tribunal.

Acusado de "terrorismo" pelo governo turco, Selahattin Demirtas está preso desde 2016. Pode ser condenado a 142 anos de prisão, se for considerado culpado no julgamento em curso contra ele.

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