Decisão do STF aponta operações suspeitas ligadas a escritório de Salles

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 21.01.2020 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista sobre a criação do Conselho da Amazônia, em Brasília. (Foto: André Coelho/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 21.01.2020 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em entrevista sobre a criação do Conselho da Amazônia, em Brasília. (Foto: André Coelho/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - No pedido enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) para realizar a operação nesta quarta-feira (19) que mira o ministro Ricardo Salles, a Polícia Federal informou a existência de R$ 14,1 milhões em transações financeiras atípicas envolvendo um escritório de advocacia ligado ao titular do Meio Ambiente.

Ao autorizar a ação da PF, o ministro Alexandre de Moraes fez menção a um relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) que identificou a movimentação suspeita e disse que a informação requer "maiores aprofundamentos".

"Ressalto, por oportuno, que o RIF n. 60322.2.2536.4046 (Volume VIII) envolvendo o agente público com prerrogativa de foro (Ministro do Meio Ambiente) indicou movimentação extremamente atípica envolvendo o escritório de advocacia cujo Ministro de Estado é sócio (50%)", afirmou.

As transações atípicas, segundo descreveu Moraes na decisão, ocorreram no período compreendido entre janeiro de 2012 e junho de 2020.

"Sendo assim, tenho por atendidos os pressupostos necessários ao excepcional afastamento da garantia constitucional dos sigilos bancário e fiscal", afirmou o ministro do Supremo.

Salles ainda não se manifestou sobre a ação policial, que tem como objetivo, segundo a PF, apurar crimes de corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e facilitação de contrabando que teriam sido praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, foi afastado do cargo por decisão de Moraes.