Decodificação de nomes: O que ele diz sobre a nossa personalidade

Qual o significado do seu nome? Já parou para pensar que ele representa o seu jeito de ser? Quem o escolheu e por quê? Tem curiosidade de entender o motivo pelo qual, em algumas famílias, irmãos têm nomes iniciados com a mesma letra? Sabia que ele tem conexão com seu sistema familiar? De acordo com a Psicogenealogia – ciência que estuda a mente a partir da análise do genossociograma e das memórias familiares transcritas no nosso DNA –, o nome faz parte das projeções iniciais que a pessoa recebe antes mesmo de nascer. Dependendo do olhar que se tem, é possível interpretá-lo como um antídoto ou como um peso.

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– O nome pode ser uma homenagem a alguém do sistema familiar, o que indica que os indivíduos estão vinculados. Procure saber o por quê dessa escolha, quais qualidades ela tinha que, inconscientemente, gostariam que você tivesse. Buscando conhecer sua história, suas qualidades, personalidade, dificuldades vivenciadas, você poderá descobrir muitas semelhanças, inclusive físicas – comenta a psicogenealogista e decodificadora Claudia Jasmim.

O entendimento do que o nome representa e a compreensão consciente de seu significado no clã podem ser a chave para a ativação de todo o potencial pessoal. Para os terapeutas, por outro lado, é também uma ferramenta adicional durante o atendimento, on-line ou presencial. No curso “Decodificação de nomes”, que será realizado nos dias 3 e 4 de dezembro, no B&B Hotel, próximo ao Forte de Copacabana, as psicogenealogistas Claudia Jasmim e Letícia Baccin mergulham no tema. Docente, Letícia aportará, ainda, conhecimentos da Kabbalah e do tarô (arquétipos de Jung), e fará interpretação de letras e ideogramas. Inscrições e mais informações no telefone (21) 99976-8756 (WhatsApp).

— Segundo a Psicogenealogia, o nome tem relação com a história de vida dos nossos antepassados, pois traz na essência a memória das situações vividas por eles. Desta forma, a escolha não se dá apenas porque “é bonito” ou por ser “um nome que agrada”, mas sim por representar o inconsciente familiar – comenta Claudia Jasmim.

Além disso, de acordo com ela, no inconsciente, os nomes funcionam também como mantras (versos proferidos por aqueles das culturas induístas e budistas). Estas palavras, por sua repetição constante, originam vibrações que produzem determinados efeitos ocultos.

— Os hindus acreditam que cada som no mundo físico desperta um som correspondente nos reinos invisíveis e este incita a ação de uma força ou de outra. Segundo eles, o som de uma palavra é um eficaz agente mágico e a principal chave para estabelecer a comunicação com as entidades imortais. Para a pessoa que desde o nascimento até a morte repete e escuta repetir seu nome, este funciona como um mantra. Na maioria dos casos, o nome consolida uma individualidade limitada — diz Claudia.

Diversos são os motivos que levam à escolha de um nome. Como exemplo, ela cita Isabela.

– Ela vem na família para dar, receber, devolver, fazer, unir, conectar, reunir. É importante analisar se houve desuniões ou falta de coesão do clã; quem foi desorganizado nas finanças; que mulher engravidou antes de casar; se houve mulheres que não conseguiram engravidar; se houve um pai ausente, que não proveu a família, que ficou doente, morreu cedo, abandonou. Lembrando que sempre avaliamos a história do indivíduo e de seu sistema familiar. Procuramos ver se tem algum aspecto sombra que esteja interferindo em sua vida hoje. Mas também mostramos a força de seu nome, principalmente a primeira letra, e vamos em busca do antídoto e do seu autoconhecimento. Isabela talvez tenha vindo reparar uma dificuldade de seu clã de levar as coisas adiante, de empreender, iniciar projetos e ser líder, tornando-se esta a sua força. Uma coisa que poderíamos olhar como lado sombra seria a imaturidade, o medo de envelhecer e o da solidão, e a necessidade ou dificuldade de pertencer — explica a psicogenealogista.

O nome também pode ser fruto da admiração de algum personagem da História ou de uma estrela da TV, do futebol, do mundo da moda ou do cinema. Contudo, diz Claudia Jasmim, essa escolha também não é casual. Ela traz uma programação para quem o recebe e reflete as expectativas, os sonhos, as lembranças e os fantasmas de quem o escolheu.

– Um nome inspirado em estrelas de cinema, de televisão ou de escritores famosos, por exemplo, impõe uma meta que exige a celebridade, e isso pode ser angustioso. Aconselho saber sobre a vida deste famoso, o que acontecia na época que ele viveu e como isso se reflete na vida de quem ganhou o mesmo nome – diz Claudia.

Ela explica ainda que, às vezes, os nomes são produto do desejo inconsciente de solucionar diferentes tipos de situações. De acordo com a psicogenealogista, para compreendermos por que temos determinado nome, precisamos levar em consideração o contexto genealógico presente durante a fase do nosso projeto de direcionamento.

– Por exemplo, se um homem quando era pequeno foi separado de sua mãe, poderá chamar seu filho de João Maria, realizando assim seu desejo de unir-se com ela. Se um pequeno morre, os que lhe sucederem poderão ser batizados de René (do latim renatus, que significa “renascido”). Se um antepassado foi detido, para vergonha de sua família, por haver cometido um roubo, um descendente direto pode ser batizado com nome que remete à pureza e à inocência – comenta Claudia. – No entanto, ao compreender esses vínculos, a pessoa tem a chance de ressignificá-los. Quando procuramos a história por trás do nosso nome isto nos ajuda a incorporar a energia de força e poder que ele nos dá.

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