Deezer sofre vazamento de dados; 37 milhões de brasileiros foram afetados

Deezer: empresa de streaming de música teve o dado de seus clientes expostos (Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images)
Deezer: empresa de streaming de música teve o dado de seus clientes expostos (Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images)
  • Ao todo, 229 milhões de pessoas tiveram suas informações expostas;

  • Dados estão sendo vendidos em fóruns de hackers na internet;

  • Deezer afirmou que entrou em contato com todos usuários afetados.

O serviço de streaming de músicas Deezer foi vítima de um vazamento de dados de 229 milhões de usuários em diferentes países. O país mais afetado foi a França, onde 46,2 milhões de usuários tiveram seus dados expostos. O Brasil aparece logo após, com 37,1 milhões de pessoas atingidas.

A notícia foi dada nesta segunda-feira (02) pelo portal Have I Been Pwned, plataforma que varre a internet atrás de informações pessoais comprometidas. O site permite que usuários verifiquem seus dados, como data de nascimento, e-mail, IP e telefones foram expostos em algum ataque digital.

De acordo com o portal, o vazamento aconteceu em 2019 a partir de um parceiro terceirizado do Deezer. No entanto, o problema só foi notado três anos depois, no final de 2022. Dentre os dados expostos do usuários estão a localização, e-mail, data de nascimento, gênero, nome de usuário, endereço de IP e nome verdadeiro. As informações teriam sido vendidas em fóruns de hackers.

“Fomos informados de que um de nossos parceiros sofreu uma violação de dados em 2019 e um snapshot das informações não confidenciais de nossos usuários foi exposta”, afirmou a empresa, que disse também que entrou em contato com todos usuários que tiveram informações expostas.

Ainda segundo o comunicado da empresa, a empresa colaboradora não trabalha mais com a plataforma de streaming desde 2020. “Os sistemas de segurança da Deezer permanecem eficazes e nossos próprios bancos de dados são seguros”, reforçou a Deezer.

Por ter acontecido em 2019, as penalidades previstas pela Lei Geral de Proteção de Dados não se aplicam neste caso, uma vez que começaram a vigorar apenas em 2021. No entanto, a Deezer ainda poderá responder judicialmente caso algum usuário se sinta prejudicado pelo vazamento.

Neste caso, o ideal é que se busque um advogado especializado no tema e que possa explicar as possíveis ramificações judiciais, além da necessidade de comprovação de danos, ainda que morais.