Investigado por mensagem golpista, bolsonarista é acusado agora de assédio eleitoral

Denuncia de assédio eleitoral: Bolsonarista José Koury supostamente prometeu vantagens a funcionários que votarem de acordo com seu posicionamento político - Foto: Getty Images
Denuncia de assédio eleitoral: Bolsonarista José Koury supostamente prometeu vantagens a funcionários que votarem de acordo com seu posicionamento político - Foto: Getty Images
  • Empresário bolsonarista é investigado por assédio eleitoral;

  • José Koury supostamente prometeu vantagens a funcionários que votarem em Bolsonaro;

  • Ele também está entre os oito empresários investigados por defender um golpe de Estado.

José Koury, um dos oito empresários bolsonaristas investigados por defender um golpe de Estado, entrou na mira do Ministério Público do Trabalho (MPT) ao ser acusado de assédio eleitoral. Segundo a coluna de Lauro Jardim, do portal O Globo, Koury foi denunciado por oferecer bônus a funcionários que votarem em Jair Bolsonaro (PL).

Dono do shopping Barra World, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o empresário relatou, em um grupo de WhatsApp na terça-feira (25), que foi intimado a depor. O MPT, no entanto, só confirma a existência de casos quando estão em estágios mais avançados.

“Um verdadeiro absurdo essa caça às bruxas. E, enquanto isso, amanhã vou ter uma audiência com uma promotora da Justiça do Trabalho porque fizeram uma denúncia anônima e caluniosa que eu estaria oferecendo bônus aos funcionários do Barra World pra votar no Bolsonaro, e obrigando pessoas a fazerem vídeos a favor do Bolsonaro pra postar no Instagram do Barra World. Uma coisa de louco. Inacreditável”, diz Koury na mensagem.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Dois meses atrás, a PF investigou o empresário por mensagens em um grupo de WhatsApp. Koury havia dito preferir “um golpe do que a volta do PT”, em referência a uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.

O que é assédio eleitoral?

Segundo a procuradora regional do trabalho Adriane Reis de Araújo, da Coordigualdade (coordenadoria de promoção da igualdade no trabalho), qualquer tentativa de romper com o direito ao voto livre e sigiloso pode ser considerado assédio eleitoral. No ambiente de trabalho, é possível citar alguns exemplos, como:

  • Ameaçar o funcionário que não votar em determinado candidato;

  • Prometer benefícios ou vantagens mediante determinado voto;

  • Obrigar um funcionário a vestir a camiseta de um candidato;

  • Incitar demissões a depender da escolha eleitoral do funcionário, etc.

Como denunciar assédio eleitoral?

  • Site do MTP (no botão ‘Denuncie’): https://mpt.mp.br/

  • Pelo aplicativo MPT Ouvidoria, para dispositivos Android

  • Pelo aplicativo Pardal, para IOS e Adroid

  • No sindicato de cada categoria No Ministério Público Federal

  • Nas procuradorias regionais