Defesa alega que Marcelo Crivella é alvo de 'injustiça' e pedirá Habeas Corpus

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Foto: Reprodução/TV Globo

Preso sob a acusação de fazer parte do "QG da Propina", um esquema de corrupção que acontecia dentro da prefeitura do Rio, Marcelo Crivella diz ser alvo de 'perseguição política'. Afastado do cargo, ele deve recorrer da decisão ainda nesta terça-feira (22), quando a defesa pretende solicitar um Habeas Corpus.

“Isso é uma perseguição política. Lutei contra todas as empreiteiras, tirei recursos do pedágio, do carnaval, e isso é perseguição. Quero que se faça justiça”, disse Crivella logo após a prisão.

A defesa de Crivella será conduzida pelo advogado Alberto Sampaio, o mesmo que atuou na Câmara dos Vereadores quando o político foi alvo de um pedido de impeachment. Sampaio afirmou que a detenção do prefeito "é uma injustiça" e que vai solicitar a revogação da prisão preventiva.

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“É uma injustiça certamente. Foi uma surpresa, certamente. Com certeza (ele não esperava ser preso). Vou pedir ainda hoje um habeas corpus”, afirmou o advogado.

Cinco agentes do Ministério Público e da Polícia Civil chegaram pouco antes das 6h em quatro carros à casa de Crivella, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele ainda estava dormindo quando os policiais tocaram a campainha de seu apartamento, que fica no segundo andar de um prédio de luxo. Ainda de pijamas e sem entender o que estava acontecendo, recebeu os agentes e os levou até a sala.

Crivella foi levado para a Delegacia Fazendária, na Cidade da Polícia, na Zona Norte. Ele deve participar de uma audiência de custódia às 15h com a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita, que decretou a prisão do prefeito.