Defesa de Flordelis diz que ex-deputada foi torturada na prisão

A defesa da pastora Flordelis afirmou que a ex-deputada foi torturada por agentes penitenciários. Foto: Fernando Brazão / Agência Brasil / Handout / Reuters.
A defesa da pastora Flordelis afirmou que a ex-deputada foi torturada por agentes penitenciários. Foto: Fernando Brazão / Agência Brasil / Handout / Reuters.

Resumo da notícia:

  • A defesa da pastora Flordelis afirmou que a ex-deputada foi torturada por agentes penitenciários;

  • A ex-deputada foi flagrada usando celular na cela em maio deste ano;

  • Em outubro passado, a ex-deputada foi flagrada com dinheiro na genitália.

A defesa da pastora Flordelis afirmou que a ex-deputada foi torturada e extorquida por agentes penitenciários. Os advogados dela disseram que as chantagens financeiras começaram quando ela foi flagrada usando um celular na cela em maio deste ano. As informações são do jornal O Globo.

Em outubro passado, ela foi flagrada com dinheiro na genitália. Na ocasião, a ex-parlamentar teria questionado a direção do presídio sobre a falta de segurança do local, denunciado dois agentes.

Ela foi flagrada com um dinheiro na genitália para dar aos guardas que a chantageavam. Quando foi levada à direção ela questiona a falta de segurança e informa quem estava a extorquindo. Fomos no dia seguinte entender o que estava acontecendo e vimos ela andando torta, fazendo cara de dor. Ao nos encontrar ela começa a chorar e quando pedimos para ela levantar a camisa vimos que ela estava com várias marcas roxas, hematomas e queimaduras de cigarro na barriga”, afirmou Janira Rocha, uma das advogadas da ex-deputada.

Após a instauração de um procedimento interno, os dois agentes foram transferidos, informou a defesa.

“A diretora do presídio conseguiu visualizar as marcas e encaminhou a Flordelis para um exame médico na UPA. Esse exame os médicos viram as manchas. Existiram agressões e o próprio sistema transferiu os guardas. A defesa não teria acesso para montar esse tipo de situação”, continuou Janira.

O Tribunal de Justiça disse que o fato não está no processo. Já a Secretaria de Administração Penitenciária informou não ter sido notificada sobre qualquer agressão.

Quanto à denúncia de extorsão, a Seap alegou que apura os fatos e que "removeu da unidade, de forma preventiva, os dois policiais penais citados na denúncia, que permanecerão afastados até que a apuração seja concluída".