Defesa de procurador que agrediu a chefe em Registro alega 'perturbação mental'

Procurador Demétrius Oliveira de Macedo agrediu a procuradora-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros em Registro (SP). (Foto: Reprodução)
Procurador Demétrius Oliveira de Macedo agrediu a procuradora-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros em Registro (SP). (Foto: Reprodução)
  • Advogado diz que cliente sofre de distúrbios psiquiátricos

  • Procurador está preso desde o dia 23 de junho

  • Defesa pede absolvição por inimputabilidade

A defesa do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, que agrediu a procuradora-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros em Registro (SP), alegou que ele sofreu uma perturbação mental no dia 20 de junho.

Preso desde 23 de junho, Demétrius sofre de distúrbios psiquiátricos, segundo seu advogado, Marcos Modesto. Documentos da defesa, obtidos pelo portal G1, são apresentados documentos médicos para comprovar sua condição.

Essa situação teria levado o próprio procurador a pedir demissão em 2020, depois de sofrer estresse pós-traumático por conta de um surto psicótico, segundo o documento.

A partir disso, o advogado quer que uma perícia médica psiquiátrica forense seja realizada para comprovar a situação de saúde de seu cliente.

"Tendo em vista que este sofre de problemas mentais graves, conforme fartamente comprovado através dos relatórios médicos existentes nos autos e juntados em anexo, bem como poderá ser comprovado a existência de diversos surtos psicóticos através de prova testemunhal, existindo desta forma dúvida razoável a respeito de sua sanidade mental", afirma.

Por fim, a defesa pede a absolvição imprópria do acusado por inimputabilidade completa, caracterizada pela presença de doença mental e uma oitiva com oito testemunhas, listadas pelo advogado.

Relembre o caso

A procuradora-geral de Registro, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos, foi agredida pelo procurador no interior da Prefeitura. A mulher recebeu uma cotovelada e socos no rosto.

Uma funcionária tentou impedir o ato violento, mas foi empurrada contra a porta. Ele só parou no momento em que dois outros funcionários do setor jurídico ouviram os gritos e entraram na sala.

A violência teria sido motivada porque ela abriu um processo administrativo contra o procurador por conta de maus-tratos dele contra uma funcionária.

Por meio de nota, a gestão municipal de Registro manifestou "o mais absoluto e profundo repúdio aos brutais atos de violência realizados pelo procurador municipal contra a servidora municipal mulher que exerce a função de procuradora-geral do município".

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos