Defesa pede liberdade de síndica suspeita de mandar amante executar empresário

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A defesa da síndica Priscilla Laranjeiras Nunes de Oliveira, de 44 anos, que está presa desde março, anunciou ter entrado com um novo recurso no Tribunal de Justiça (TJ) do Rio, pedindo o relaxamento da prisão da síndica. O advogado José Antonio Galvão Duarte de Oliveira, um dos dois responsáveis por defender Priscilla, revelou também já ter entrado com pedido de habeas corpus para sua cliente no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Outros dois pedidos de liberdade da síndica haviam sido indeferidos anteriormente. Em abril, uma solicitação foi negada pela 3ª Câmara Criminal do TJ. Já no último dia 6 de julho, foi a vez da 2ª Vara Criminal negar o pedido de liberdade de Priscilla. Ela é suspeita de ser a mandante da morte do empresário Carlos Eduardo Montechiari, de 56. .

Opositor de Priscilla e ex-síndico de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, o empresário foi baleado no dia 1º de fevereiro, segundo a policia, pelo ex-paraquedista Leonardo Gomes de Lima, que é casado e mantinha um relacionamento extraconjugal com a síndica.

—Um novo pedido de relaxamento de prisão foi feito e deverá ser apreciado nos próximos dias pela 2ª Vara Criminal. Já existe também um habeas corpus em tramitação e um recurso ordinário no STJ. Estamos confiantes na inocência da Priscilla e acredito que a justiça concederá a liberdade — disse o advogado José Antônio Galvão Duarte de Oliveira.

Responsável pela defesa do ex-paraquedista Leonardo Gomes de Lima, o advogado Daniel Barbosa Marques da Silva confirmou que, numa audiência realizada em junho, seu cliente voltou a confessar o crime, como já havia feito na fase policial. E que mencionou ainda a participação de uma terceira pessoa no assassinato.

Entre outras coisas, esta terceira pessoa seria a responsável pelo fornecimento da arma usada para matar o empresário e de uma placa fria colocada no carro que Leonardo estava. O advogado adiantou que deverá entrar com um pedido de liberdade do seu cliente em outubro.

— Diante dos fatos e da negativa da liberdade dos presos, a Justiça é obrigada, a cada três meses, decidir se ainda existem motivos para clausura dos réus. Nós ( defesa) vemos que isso não cabe mais. Não existem mais requisitos que autorizem a preventiva. Vamos requerer uma nova análise do juízo da 2ª Vara Criminal, em outubro. Se houver negativa, podemos recorrer a instância superior— disse o advogado Daniel Barbosa Marques.

Segundo investigações da 27ªDP (Vicente de Carvalho), Priscilla teria ordenado a morte do empresário para que ele não denunciasse um suposto desvio de R$ 800 mil, feito durante a administração da síndica em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. O crime ocorreu em frente a um depósito de gás, no Bairro Vila Kosmos, na Zona Norte do Rio. O empresário foi atingido por tiros quando abria a porta do carro.

A cena flagrada por câmeras de segurança revela que o autor do crime desceu de um Voyage e disparou os tiros. Em seguida, ele entra novamente no automóvel, pelo banco do carona, e deixa o local. Montechiari ainda conseguiu dirigir até um hospital, mas não resistiu e morreu no dia seguinte.

Preso no dia 16 de março, Leonardo confessou o crime e apontou a ex-síndica como a mandante da execução. Ao ser detido, ele estava com o mesmo carro usado na execução. Amassados na lataria do veículo ajudaram a polícia a identificar o suspeito.Segundo o delegado Renato Carvalho, da 27ª DP, o ex-paraquedista trabalhava no condomínio que era administrado pela síndica. Priscilla foi presa na mesma data.

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