'Dei uma aloprada', diz Bolsonaro ao ser questionado sobre falas da pandemia

Bolsonaro disse ainda que se arrepende da ocasião em que, perguntado sobre os mortos pela doença, respondeu não ser
Bolsonaro disse ainda que se arrepende da ocasião em que, perguntado sobre os mortos pela doença, respondeu não ser "coveiro" e diz que retiraria a fala - Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (12) que se arrepende de certas declarações dadas ao longo da pandemia da Covid-19 e não as repetiria. As afirmações foram feitas durante uma conversa do presidente com podcasts na noite desta segunda.

O candidato à reeleição à presidência justificou que algumas falas foram ditas em meio a estresse com a imprensa.

"Eu dei uma aloprada. Os caras [imprensa] batiam na tecla o tempo todo e queriam me tirar do sério", justificou.

Além disso, Bolsonaro disse que se arrepende da ocasião em que, perguntado sobre os mortos pela doença, respondeu não ser "coveiro" e diz que retiraria a fala.

"Retiraria porque não tinha vacina. Sou chefe da nação. Eu sei disso. Eu lamento. Não falaria de novo, não falaria de novo. Você pode ver que de um ano para cá meu comportamento mudou. A minha cadeira é um aprendizado", disse.

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A declaração do presidente acontece há 20 dias do primeiro turno eleitoral e foi feita na participação dele em um pool dos podcasts Dunamis, Hub, Felipe Vilela, Positivamente, Luma Elpidio e Luciano Subirá. Segundo os apresentadores, o público-alvo da live eram os "jovens evangélicos".

No entanto, seguiu defendendo o tratamento precoce, que já foi provado ser ineficaz contra o coronavírus.

Ao decorrer de toda a pandemia, Bolsonaro desprezou medidas para a contenção do vírus, como uso de máscaras e isolamento social, recomendadas por autoridades de saúde de todo o mundo. Ele também desestimulou a aplicação de vacinas.

Em abril de 2020, Bolsonaro foi questionado por jornalistas na entrada do Palácio do Alvorada sobre os casos e as mortes por Covid que estavam em ascensão no país, na ocasião ele respondeu "Não sou coveiro, tá?".

Durante a entrevista, Bolsonaro também disse que não repetiria que a vacina transformaria pessoas em jacarés e que "pisou na bola" quando chamou a filha mais nova de "fraquejada" por ela ter nascido mulher.

"O jacaré foi figura de linguagem. Se você pegar imagem não estou zombando de ninguém como [William] Bonner quis dizer", justificou sobre um vídeo em que imita pessoas com falta de ar e pelo qual foi questionado em sua sabatina no Jornal Nacional.