‘Deise do tombo’ faz tour pela nova casa da vizinha, comprada após arrecadar mais de R$ 132 mil em vaquinha

Pâmela Dias
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E quem imaginou que um tombo ajudaria Deise Gouveia, mais conhecida como “Deise do tombo”, a conquistar tantos sonhos em apenas um mês? Em janeiro deste ano, após concluir a vaquinha e arrecadar mais de R$ 132 mil, a estudante de Ciências Contábeis e moradora do Morro do Alemão conseguiu realizar o sonho da vizinha Ana Paula Siqueira — responsável pela casa onde Deise caiu — de ter uma casa própria.

O desejo de Ana Paula, para além do imóvel, era conseguir ter mais acessibilidade e estrutura para poder tratar o câncer no reto. O novo lar também fica localizado na comunidade carioca e Deise credita a concretização do sonho à mobilização e ajuda de famosos e dos quase 600 mil seguidores que conquistou nas redes sociais.

— A Ana Paula nem imaginou que a gente fosse arrecadar tanto dinheiro, ela ficou tão agradecida e eu muito feliz por ter ajudado tanto alguém que precisava — disse a estudante.

No dia 27 de janeiro, Deise foi conhecer a nova casa da vizinha, que dá direito a uma banheira de hidromassagem em um dos cômodos. A visita rendeu um vídeo nas redes sociais com um “tour” pela residência e um agradecimento especial de Ana Paula a todos que fizeram parte desta etapa de sua vida.

“Eu tenho muito que agradecer a Deus por tudo o que vocês fizeram. Eu nem acreditei quando consegui comprar essa casa, chorei muito. Amo cada um e sem vocês eu não teria essa casinha”, falou emocionada.

Atualmente, Ana Paula mora com um filho e um sobrinho, que ajudam na renda da família e cuidados médicos. A dona de casa faz tratamento no Instituto Nacional de Câncer (INCA) e aguarda por uma cirurgia para remoção de dois tumores no reto.

Quanto à vida de “Deise do tombo”, a mais nova influenciadora digital diz ainda não acreditar que diariamente alcança milhares de pessoas com as suas frases motivadoras no Instagram. Segundo a estudante, ela deixou de ser apenas a Deise conhecida no Morro do Alemão para se tornar reconhecida por pessoas de toda parte do Brasil e do mundo.

— Onde eu vou as pessoas me reconhecem, querem me abraçar, choram. E eu fico sem entender muita coisa porque até hoje minha ficha não caiu. As pessoas também mandam mensagem falando que querem me conhecer depois da pandemia e é muito gratificante ser reconhecida por um bem que você fez a alguém — conta.