Delação que acusa Cláudio Castro de receber propina só será julgada após as eleições

Castro é candidato à reeleição e lidera em intenções de voto, segundo as pesquisas do Ipec (MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Castro é candidato à reeleição e lidera em intenções de voto, segundo as pesquisas do Ipec

(MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

  • Delação que acusa Cláudio Castro (PL) de receber propina só será julgada depois das eleições;

  • Depoimento aponta que atual governador do RJ ganhou R$ 100 mil em uma mochila;

  • Relato foi obtido em 2020.

Será julgada apenas depois das eleições a delação que acusa do governador do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, Cláudio Castro (PL), de ter recebido R$ 100 mil em propina dentro de uma mochila. O depoimento foi dado em 2020.

Segundo a coluna de Guilherme Amado, do portal Metrópoles, um dos impasses é a discussão de competência. Em julho, o Tribunal de Justiça do Rio se declarou incompetente para julgar o caso e o passou para o Superior Tribunal de Justiça. O relator é o ministro Benedito Gonçalves.

Entretanto, o órgão afirma que, se Castro perder as eleições, o processo volta para a Justiça estadual. De acordo com a última pesquisa do Ipec, o candidato lidera a corrida eleitoral, com 37% das intenções de voto.

Delação

Foi o empresário Bruno Campos Selem, um dos alvos da Operação Catarata, que fez o acordo de delação premiada que acusou Castro de receber mais de R$ 100 mil em propina. A operação revelou indícios de desvios de recursos destinados a programas sociais do estado e da prefeitura.

Conforme o depoimento, Castro teria obtido a quantia com empresário Flávio Chadud, dono da ServLog, empresa apontada como uma das principais beneficiadas no suposto esquema de corrupção. Na época, ele era vice-governador.

Selem ainda disse que o político transportou o dinheiro em uma mochila. Imagens do shopping onde a empresa funcionava mostram Castro saindo do local naquele dia com uma mochila. O governador nega e pede a anulação da delação na Justiça.

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