Delegação sul-coreana viaja ao Irã para negociar liberação de petroleiro

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Imagem fornecida pela agência iraniana Tasnim mostra um petroleiro de bandeira sul-coreana escoltado por barcos dos Guardiões da Revolução após sua apreensão no Golfo, em 4 de janeiro de 2021

Uma delegação sul-coreana partiu, nesta quinta-feira (7), para o Irã com o objetivo de negociar a liberação de um petroleiro apreendido nas águas do Golfo esta semana.

A Guarda Revolucionária - o exército ideológico da República Islâmica do Irã - anunciou na segunda-feira que apreendeu o "Hankuk Chemi", petroleiro com bandeira sul-coreana e 20 tripulantes de nacionalidades sul-coreana, indonésia, vietnamita e birmanesa.

Ela acusa o navio petroleiro, que transportava cerca de 7.200 toneladas de produtos químicos, de violar "as leis sobre o ambiente marinho".

A delegação sul-coreana, liderada pelo diretor-geral do departamento de assuntos do Oriente Médio no ministério das Relações Exteriores, subiu a bordo de um avião nesta quinta-feira pela manhã com destino a Teerã, via Doha.

"Pretendo me reunir com meu homólogo no ministério das Relações Exteriores iraniano e me reunirei com outras (pessoas) caso isso me permita resolver a questão da apreensão do navio", disse antes de embarcar no avião Koh Kyung-sok, à frente da delegação.

A apreensão do petroleiro ocorreu depois que Teerã pediu a Seul para desbloquear vários bilhões de dólares de fundos congelados devido às sanções impostas pelos Estados Unidos.

O Irã era um dos principais provedores de petróleo da Coreia do Sul até que Washington proibiu a compra do produto desse país.

O vice-ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Choi Jong-kun, viajará a Teerã na próxima semana como parte de uma visita de três dias programada há muito tempo.

O governador do Banco Central iraniano, Abdolnasser Hemmati, acusou a Coreia do Sul de bloquear 7 bilhões de dólares de fundos (5,7 bilhões de euros).

O "Hankuk Chemi" é a primeira apreensão de um navio de grande porte por parte do Irã em mais de um ano.

Em julho de 2019, a Guarda Revolucionária se apoderou do "Stena Impero", um petroleiro sueco de bandeira britânica que o Irã acusou de ignorar pedidos de socorro e de apagar seu transponder depois de se chocar com uma embarcação de pesca.

A apreensão deste petroleiro ocorreu depois que foi anunciada a prolongação da apreensão de um petroleiro iraniano por parte das autoridades de Gibraltar - um território britânico no extremo sul da Espanha.

O "Stena Impero" foi liberado depois que as autoridades de Gibraltar autorizaram a saída do petroleiro iraniano. Teerã sempre negou que os dois casos estivessem relacionados.

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