Delegação brasileira de membros da Universal é barrada pelo presidente da Angola

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Angola's President Joao Manuel Goncalves Lourenco addresses the 74th session of the United Nations General Assembly at U.N. headquarters in New York City, New York, U.S., September 24, 2019. REUTERS/Eduardo Munoz
Presidente de Angola, João Manuel Lourenço, se recusou a receber parlamentares brasileiros (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz)
  • Presidente da Angola se recusou a receber delegação de parlamentares brasileiros ligados à Universal

  • Segundo João Manuel Lourenço, não seria adequado que Poder Executivo recebesse parlamentares

  • Igreja Universal do Reino de Deus enfrenta crise em Angola e pressiona o governo Bolsonaro para intervir

João Manuel Lourenço, presidente da Angola, rejeitou receber uma delegação de parlamentares brasileiros que viajava ao país para representar a Igreja Universal do Reino de Deus. As informações são da Folha de S. Paulo.

A missão era liderada pelo deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), bispo licenciado da Universal. O vice-presidente Hamilton Mourão pediu para que João Manuel Lourenço se encontrasse com o grupo, após cobranças da igreja para que o governo se engajasse na defesa da instituição na Angola.

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Mourão estava em Luanda, capital angolana, na semana passada, participando da cúpula da CPLP (Comunidades dos Países de Língua Portuguesa), onde se encontrou com o presidente de Angola.

A Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, tem enfrentado uma crise no país africano. Religiosos angolanos acusam missionários brasileiros de crimes financeiros. Agora, a bancada evangélica no Congresso Nacional tem cobrado que o governo de Jair Bolsonaro atue para defender a igreja.

O governo brasileiro está preocupado com a queda do apoio da parcela evangélica da população. Foi o que levou Mourão a dialogar com Lourenço na CPLP. Segundo interlocutores ouvidos pela Folha de S. Paulo, o vice-presidente do Brasil pediu que o governo da Angola garantisse um tratamento justo à Universal nos processos judiciais e que o presidente recebesse os parlamentares evangélicos.

No entanto, o presidente de Angola não mostrou disposição para atender aos pedidos. Segundo Lourenço, não seria adequado o Poder Executivo local receber a delegação de parlamentares brasileiros. Eles poderiam ser recebidos pelo Congresso de Angola, caso fossem convidados, sinalizou o presidente.

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