Delegacia especializada passa a investigar desaparecimento de entregador de farmácia

Carolina Heringer e Marcos Nunes
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Foto: REPRODUÇÃO / Agência O Globo

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) assumiu a investigação do desaparecimento do entregador de farmácia Douglas de Oliveira Figueiredo, de 20 anos, visto pela última vez na sexta-feira. A família suspeita que o rapaz, morador da Favela de Acari, na Zona Norte do Rio, foi capturado por traficantes em Coelho Neto ao ser confundido com um integrante de uma quadrilha rival.

Douglas desapareceu após ter saído para fazer uma entrega na Rua Guaxindiba, em Coelho Neto. Na via, há uma boca de fumo controlada por traficantes da comunidade Proença Rosa, que é dominada por traficantes da maior facção criminosa do Rio. Eles são rivais dos bandidos que atuam na Favela de Acari.

O caso foi inicialmente registrado na 39ª DP (Pavuna). A polícia não descarta a hipótese de Douglas ter sido morto apenas por residir em uma favela comandada por outra facção. Investigadores fizeram buscas ontem, mas não acharam pistas do entregador. Agentes chegaram a procurá-lo em um rio da região.

O entregador tem um filho de 2 anos e será pai pela segunda vez, ainda este mês. Sua família fez um apelo por informações, que podem ser passadas anonimamente para o Disque-Denúncia (2253-1177).

— Estamos desesperados. Douglas é um menino bom, nunca teve problemas com a polícia e jamais se envolveu com coisas erradas. Vai ser pai pela segunda vez. Sua mulher, assim como toda a família, está à base de remédios. Tudo o que queremos é saber o que aconteceu. Por favor, nos ajudem — disse, emocionado, um parente do entregador, que, por medo de represálias do tráfico, pediu para não ser identificado.

Um outro parente afirmou que ainda tem a esperança de encontrar Douglas com vida:

— Ninguém da família consegue aceitar a possibilidade de ter acontecido uma crueldade.