Delegada com R$ 1,7 milhão em casa é exonerada de cargo na prefeitura

Dinheiro apreendido na casa da delegada Adriana Belém - Foto: Reprodução.
Dinheiro apreendido na casa da delegada Adriana Belém - Foto: Reprodução.
  • Delegada que foi flagrada com quase R$ 2 milhões foi exonerada de cargo em secretaria do Rio

  • Adriana Belém foi um dos alvos da Operação Calígula, deflagrada na última terça-feira

  • A mulher foi presa na própria residência, onde foram encontrados R$ 2 milhões

A delegada Adriana Belém foi exonerada de seu cargo na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (11), um dia depois de ser presa na Barra da Tijuca.

A exoneração de Adriana foi publicada no Diário Oficial nesta manhã. A delegada passou a noite na sede da Corregedoria da Polícia Civil, no Centro do Rio.

Segundo o G1, ela foi levada pela manhã ao presídio de Benfica, na Zona Norte, onde chegou pouco depois das 9 horas. Sua audiência de custódia deve acontecer no início da tarde.

Adriana ocupava cargo na Prefeitura do Rio de Janeiro desde o mês passado, quando foi nomeada para a Secretaria com salários de R$ 8.345,14, segundo o Portal da Transparência.

A defesa da delegada considerou desnecessária a prisão e analisa a possibilidade de um pedido de habeas corpus. Segundo a advogada Luciana Pires, sua cliente não teve a chance de explicar a origem do dinheiro.

Entenda o caso

Alvo da Operação Calígula, deflagrada na manhã de terça (10), Adriana foi presa em sua residência na Barra da Tijuca. Durante a ação, a força-tarefa apreendeu quase R$ 2 milhões em dinheiro no apartamento dela.

A 1ª Vara Especializada do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) expediu o mandado de prisão.

"O gigantesco valor em espécie arrecadado na posse da acusada, que é Delegada de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, aliado aos gravíssimos fatos ventilados na presente ação penal, têm-se sérios e sólidos indicativos de que a ré apresenta um grau exacerbado de comprometimento com a organização criminosa e/ou com a prática de atividade corruptiva (capaz de gerar vantagens que correspondem a cifras milionárias)", diz a decisão do juiz Bruno Monteiro Ruliere.

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