Delegada diz que nada aconteceria 'sem aval' de Flordelis

Adriana Mendes
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BRASÍLIA — A delegada Bárbara Lomba, que atuou na primeira fase das investigações da morte do pastor Anderson do Carmo, reforçou nesta terça-feira em audiência no Conselho de Ética da Câmara que “nada aconteceria na casa sem o aval final da deputada " Flordelis (PSD-RJ), que é ré pela morte do marido. Flordelis é alvo de uma representação por quebra de decoro que pode levar à cassação do mandato.

Anderson foi morto a tiros na garagem de casa em Niterói, em 2019. A primeira versão dada pela deputada foi de um latrocínio, roubo seguido de morte. No entanto, com o desenrolar das investigações foi apontado o envolvimento de familiares.

A delegada disse no depoimento que havia muita influência da deputada no núcleo familiar e que todos apontados pelo crime têm um “forte envolvimento” com a deputada. Flordelis é réu no processo junto com outros sete filhos e um neto, além de um policial militar e a esposa dele.

— Nós conseguimos saber com clareza, isso eu não tenho dúvida, que nada aconteceria dentro daquela casa, e como aconteceu, sem o aval final da deputada — disse a delegada destacando que não exite “uma ordem direta” para o assassinato de Anderson.

A defesa de Flordelis questionou a delegada sobre o “núcleo financeiro” da família, que não teria sido investigado. Bárbara respondeu que não concluiu as investigações do caso, mas que todas as hipóteses foram levantadas.

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) determinou, em fevereiro ,que Flordelis fosse afastada do mandato, mas a Câmara ainda não se manifestou. Com imunidade parlamentar, a deputada é monitorada por tornozeleira eletrônica desde 8 de outubro de 2020.

Nasemana passada, na primeira parte do depoimento ao colegiado, aex-delegada do caso afirmou que as investigações mostram que o crime teve influência de Flordelis. Segundo ela, parte do conteúdo das mensagens trocadas pela família era cifrado.

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) determinou, em fevereiro ,queFlordelis fosse afastada do mandato, mas a Câmara ainda não semanifestou. Com imunidade parlamentar, a deputada é monitorada portornozeleira eletrônica desde 8 de outubro de 2020.