Delegada que teve chefe de investigações preso pede afastamento para concorrer nas próximas eleições

Carolina Heringer
Adriana Belém vai concorrer ao cargo de vereadora

A delegada Adriana Belém, que teve o chefe de investigações preso em janeiro deste ano, pediu afastamento do cargo para concorrer nas próximas eleições a uma vaga de vereadora. A solicitação foi concedida pelo secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Vinicius Braga, e publicada no Boletim Interno da corporação desta sexta-feira. Outros quatro delegados também se afastaram para concorrer ao mesmo cargo. São eles Brenno Carnevale Nessimiam, Fernando da Silva Veloso, Izabela Silva Rorigues Santoni e Rafael Barcia Sarnelli Lopes.

No boletim, não há detalhes sobre a cidade na qual cada delegado irá concorrer ou o partido ao qual cada um se filiou. As eleições estão previstas para ocorrerem no dia 4 de outubro. O adiamento do pleito, no entanto, já vem sendo discutido em razão da pandemia do novo coronavírus.

Adriana Belém era titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) até o início deste ano, quando seu o chefe do Grupo de Investigação Criminal (GIC), Jorge Luiz Camilo Alves, foi preso durante a Operação Intocáveis II. Ele é acusado de dar apoio a milicianos da Zona Oeste do Rio. Após a prisão de Camilo, Adriana entregou o cargo e foi transferida para o Departamento Geral de Polícia da capital (DGPC), onde ficou sem comandar nenhuma delegacia.

Em coletiva de imprensa na época da prisão de Camilo, o corregedor da Polícia Civil, delegado Glaudiston Galeano Lessa, disse que Adriana não era investigada, mas afirmou acreditar que as investigações comandadas por ela podem ter sido influenciadas.