Delegado diz que haverá redução de homicídio no Rio com a prisão de integrantes de grupo criminoso

Vera Araújo

RIO — O diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), Antonio Ricardo Nunes, afirmou que a prisão de integrantes do Escritório do Crime reduzirá o número de assassinatos no estado. Ele afirmou que Leonardo Gouvêa da Silva, o Mad, apontado como chefe do grupo de matadores de aluguel, foi identificado nas imagens das câmeras de segurança onde  ocorreu o homicídio do empresário Marcelo Diotti, num restaurante na Barra da Tijuca. O crime aconteceu no dia 14 de março de 2018, mesma data da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

— Não há dúvidas de que os crimes vão diminuir. Os criminosos irão recuar com essas prisões.  Temos convicção que eles mataram bastante no Rio. Um dos casos é o de Diotti, crime audacioso, que ocorreu na frente de várias pessoas e de câmaras de segurança — explicou Antônio Ricardo.

Segundo o delegado, a morte de Diotti pode ter sido uma forma de os criminosos despistarem a polícia, que também apurava o Caso Marielle; na época. Neste caso, o Escritório do Crime estaria, na opinião do delegado, dando um apoio aos acusados da morte da parlamentar, o sargento reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio de Queiroz, tentando tirar o foco da polícia.

— Já tentaram confundir as investigações do Caso Marielle uma vez, com o depoimento do suposto delator Rodrigo Ferreira (PM que apontou um executor e um mandante para o crime). Não duvido que sejam capazes disso (obstruir as investigações). Analisaremos o material apreendido, inclusive armas, para saber se elas foram usadas em outros crimes. Não adiantam se esconder (criminosos), que a Polícia Civil e o MP vão continuar nas investigações — disse o delegado.

Para Antônio Ricardo, o Caso Marielle também está prestes a ser elucidado totalmente

— Até o fim do ano, devemos chegar ao mandante da morte de Marielle e Anderson — garantiu o diretor.