Delegado do caso 'serial killer do DF' já foi afastado suspeito de apropriação de objetos apreendidos

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Os depoimentos utilizados pelo magistrado indicaram a prática de desvio, apropriação e doação de itens apreendidos em investigações policiais em curso (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
Os depoimentos utilizados pelo magistrado indicaram a prática de desvio, apropriação e doação de itens apreendidos em investigações policiais em curso (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
  • O delegado Raphael Neris Barboza, responsável por conduzir investigações e buscas de Lázaro Barbosa, o "serial killer do Distrito Federal", já foi afastado do cargo por suspeita de cometer os crimes

  • Os depoimentos utilizados pelo magistrado indicaram a prática de desvio, apropriação e doação de itens apreendidos em investigações policiais como celulares, geladeira e TV

  • Na manhã desta quinta-feira (17), o delegado Raphael Neris afirmou que foram encontrados itens de bruxaria e que indicam a prática de rituais, na casa de Lázaro Barbosa

O delegado Raphael Neris Barboza, responsável por conduzir investigações e buscas de Lázaro Barbosa, conhecido como "serial killer do DF", já foi afastado do cargo por suspeita de cometer os crimes de peculato, falsidade ideológica e prevaricação, quando chefiou a delegacia de Uruaçu, no norte de Goiás.

Em setembro do ano passado, a Justiça de Goiás aceitou uma denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO) contra o delegado. Na época, o juiz Gabriel Lisboa Siliva decidiu afastar totalmente Raphael das funções, além de proibir que ele se aproximasse da delegacia da cidade e das testemunhas do MP.

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Os depoimentos utilizados pelo magistrado indicaram a prática de desvio, apropriação e doação de itens apreendidos em investigações policiais em curso. 

O delegado teria se apropriado celulares, uma geladeira duplex, levada do pátio da delegacia de Uruaçu por um carroceiro e feito uma doação de mercadoria apreendida à uma igreja, como uma televisão de 32 polegadas. Segundo a decisão, o próprio pastor admitiu que recebeu o televisor por meio do denunciado.

Na ocasião, a defesa de Raphael Neris informou que "ele não foi comunicado da respectiva decisão e que quando receber a notificação, uma vez formalmente ciente dos termos da decisão, irá, por óbvio, cumpri-la, e depois tomar as medidas cabíveis e necessárias ao esclarecimento da verdade".

Serial killer de Brasília

Neste ano, porém, o delegado Raphael Neris passou a ser o responsável pelas investigações de Lázaro Barbosa, de 33 anos, suspeito de matar uma família no Distrito Federal

Ele procurado por várias forças de segurança após aterrorizar moradores durante sua fuga que já dura oito dias. Nas redes sociais, o caso passou a ser chamado de “serial killer do DF”.

Lázaro é acusado de matar quatro pessoas, balear três, invadir chácaras, fazer reféns e atear fogo em uma casa. A PM informou que ele disparou 15 tiros contra policiais militares de Goiás em Cocalzinho.

Questionada pela reportagem do Yahoo! Notícias, a Polícia Civil não respondeu, até o fechamento desta matéria, porque Raphael passou a guiar as operações contra o "serial killer do DF" ou qual é a situação atual das investigações contra ele.

Delegado afirma que foram encontrados "itens de bruxaria"

Na manhã desta quinta-feira (17), o delegado Raphael Neris afirmou que foram encontrados itens de bruxaria e que indicam a prática de rituais, na casa de Lázaro Barbosa.

Os objetos foram encontrados na residência em que Lázaro vivia, no distrito de Girassol, no povoado Cocalzinho de Goiás, onde também mora seu pai. O delegado responsável pela investigação dos assassinatos, Raphael Barboza, busca saber se mais alguém residia no local e há quanto tempo Lázaro vivia lá.

Nas fotos tiradas pelos agentes de polícia, é possível ver a palavra “satan” (em inglês, que significa “satanás”) em uma das paredes.

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, conta que o foragido segue um ritual para matar suas vítimas. Ele descreveu Lázaro como “psicopata” e uma pessoa que tem facilidade de se esconder, por ser mateiro e caçador.

“Ele leva para beira do rio, manda tirar as roupas e acaba matando”, contou o secretário durante entrevista coletiva.

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