Delegado é preso por montar "escritório da maconha" com família no DF

Colaboradores Yahoo Notícias
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O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Marcelo Marinho de Noronha, foi preso com uma grande plantação de maconha

O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Marcelo Marinho de Noronha, foi preso em flagrante na última sexta-feira (4) com uma grande plantação de maconha na região administrativa de São Sebastião. Também foram detidos a mulher, Teresa Cristina Cavalcante Lopes, e os filhos Ana Flavia Rubenich e Marcos Rubenich Marinho de Noronha.

Segundo o portal Metrópoles, a família foi indiciada por tráfico e associação para o tráfico. A Corregedoria-Geral aponta que os filhos mantinham um escritório especializado na comercialização de skunk, tipo mais puro de maconha, vendido na Europa. O diretor da PCDF, Robson Cândido, pediu a exoneração do policial.

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A polícia apreendeu pés de maconha, grandes e pequenos, fertilizantes, uma pistola da marca Taurus, calibre .40, de propriedade da PCDF, uma espingarda calibre .12, diversas munições calibre .40, e contas de água e luz da chácara em nome de Teresa Cristina Cavalcante Lopes.

Desde o início da investigação, em 17 de novembro, agentes passaram a monitorar a família e constataram que o delegado se revezava entre sua residência, as atividades na Polícia Civil e a chácara onde a plantação foi encontrada. Também chamou a atenção dos investigadores as compras sucessivas de sacos de gelo, que pode ser aplicado no processo de secagem e extração para a produção de tipos mais concentrados da droga.

Drones captaram imagens de diversos vasos empilhados no canto do lote, bem como mudas de maconha e demarcações no solo para o plantio, o que comprovariam uma expansão da produção. “Ao dar cumprimento aos mandados, na chácara em que supostamente estavam sendo plantados os entorpecentes, a Polícia Civil encontrou um complexo de produção de maconha, que segundo o condutor do flagrante, seria em escala industrial e nunca, em 22 anos de polícia, havia visto algo semelhante”, destacou o processo.

De acordo com o relatório, Marcelo Noronha contou ter viajado até a Colômbia com a mulher, entre os dias 14 e 21 de novembro, para comprar sementes de cannabis. Ele admitiu que fornecia a substância a amigos próximos.