Delegado vai pedir à Justiça a prisão preventiva de suspeito de executar investidor em criptomoedas na Região dos Lagos

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O delegado Milton Siqueira Junior, da 125ª DP (São Pedro da Aldeia) disse, nesta sexta-feira, que vai solicitar à Justiça, na próxima semana, a decretação da prisão preventiva de Roberto Silva Campanha, suspeito de ter sido um dos dois pistoleiros que executaram o investidor de criptomoedas e youtuber Wesley Pesssano, de 19 anos, morto no último dia 4, dentro de um Porsche avaliado em R$ 440 mil.

O crime aconteceu em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Roberto e outras duas pessoas suspeitas de participação no crime estão presos temporariamente desde o dia 9. Ele confessou ter sido contratado por R$ 40 mil para executar o empresário com tiros de pistola. As armas usadas na execução são calibre 45 e nove milímetros. Um segundo pistoleiro que teria participado diretamente da execução continua sendo procurado pela polícia.

— Temos elementos suficientes para representar pela prisão preventiva do Roberto. Ele confessou o crime. Disse que chegou a receber R$ 20 mil e que a outra parte ainda seria paga pelo mandante. A pessoa que o contratou seria de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ainda estamos tentar identificar esta pessoa — afirmou o delegado.

A polícia ainda não esclareceu o que teria motivado o assassinato. Já se sabe que, no dia da execução, uma pessoa monitorou os passos da vítima e uma segunda emprestou um Voyage prata que foi utilizado no assassinato. O veículo, ocupado por pistoleiros, teria emparelhado com o carro da vítima, que estava a caminho de um salão para cortar cabelo, antes dos disparos terem sido feitos. O delegado Milton Siqueira Junior ainda não recebeu o laudo cadavérico de Wesley, mas adiantou que os tiros acertaram o investidor na altura de pescoço, cabeça e ombro.

Wesley tinha 132 mil seguidores em uma rede social e se apresentava como trader, um investidor de operações de curto prazo. Morador de Cabo Frio, ele comentava liberdade financeira aos 18 anos e ostentava uma vida de luxo nas redes sociais posando em fotos com maços de cédulas de dinheiro e carros.

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