Delivery está mantido no Rio, diz secretário da Saúde

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, esclareceu, nesta quinta-feira (19), que medida recém-decretada pelo governador Wilson Witzel (PSC-RJ) não proíbe o serviço de delivery nem a compra de refeição por encomenda nos balcões.

Embora o serviço não seja ressalvado no texto que impede atendimento em bares e restaurantes, o secretário explica que o foco do decreto é evitar concentração de pessoas. E que, até por oferecer uma alternativa para quem está encastelado e manter uma atividade econômica, o delivery está mantido.

Lembrando experiências bem sucedidas em outros países, o secretário ressaltou que o enfoque é das medidas restringir a mobilidade, evitando a disseminação da covid-19. Para ele, importante é manter as pessoas em casa.

Sobre o fato de a OMS (Organização Mundial de Saúde) insistir na ampliação dos testes, ele disse que a própria Sociedade Brasileira de Medicina alertou não haver capacidade material para realização de exames em todos os pacientes com sintomas compatíveis aos da covid-19. Ainda que houvesse, alegou, não seria determinante para a eficácia do tratamento. "O teste não determina se o paciente morre ou não". Segundo ele, o importante é que haja leitos suficientes para atendimento aos enfermos, o que só será possível com a contenção do fluxo nos hospitais.

Ele não se manifestou sobre o fato de o decreto invadir competência do governo federal e prefeituras. Disse que vários secretários participaram da elaboração do decreto. E esse ponto específico da constitucionalidade das medidas não está entre suas atribuições.