Demanda mundial por energia elétrica desacelera, segundo AIE

A procura global por eletricidade desacelerou consideravelmente em 2022, devido à redução da atividade econômica e à alta dos preços, o que deve permitir uma pequena diminuição das emissões de gases de efeito de estufa do setor, apesar da manutenção do carvão, indica a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quarta-feira (20).

Este ano, o crescimento das capacidades renováveis (solar e eólica) deverá ultrapassar o do consumo de eletricidade.

As emissões de dióxido de carbono (CO2) da produção de eletricidade devem diminuir em relação ao pico atingido em 2021, apesar do retorno do carvão em alguns países, de acordo com um relatório da AIE sobre os mercados de eletricidade.

No entanto, a redução das emissões seria inferior a 1%, destaca.

Este ano, a demanda de energia elétrica crescerá 2,4%, em comparação com um aumento de 6% em 2021, ano da recuperação pós-pandemia, segundo a análise. Esse número leva o mundo a um crescimento semelhante ao de antes da covid-19.

Segundo as previsões, as fontes de eletricidade renováveis devem aumentar mais de 10% em 2022, graças a um nível recorde de novas instalações. O volume de eletricidade gerada a partir de combustíveis fósseis deve diminuir globalmente em 1%.

Quanto à energia nuclear, sua produção diminuirá 3%. No entanto, devido aos elevados preços do gás e às dificuldades de abastecimento ligadas ao contexto ucraniano, o carvão está sendo retomado em algumas regiões, especialmente na Europa.

Portanto, espera-se que a participação do carvão na produção da energia elétrica cresça ligeiramente a nível mundial em 2022, embora na China diminua graças às energias renováveis. Em contrapartida, a eletricidade gerada pelo gás deve diminuir 2,6% em todo o mundo.

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