Demanda por oxigênio cresce 56% em março e fábricas já operam 24 horas por dia, diz White Martins

·2 minuto de leitura

O consumo de oxigênio líquido medicinal registrou um aumento de 56% no Brasil nas duas primeiras semanas de março em relação à primeira quinzena de dezembro do ano, de acordo com a White Martins, principal produtor do Brasil, que divulgou uma nota sobre o assunto nesta quinta-feira (18). A empresa disse que os estados do Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina têm "apresentado um consumo de oxigênio expressivo no momento" com base nos pedidos de seus clientes.

A empresa disse que implementou um plano de contingência e "segue intensificando os esforços" com produção 24 horas por dia em todas as unidades. Além de produzir oxigênio, a empresa também acelerou a fabricação de tanques. para armazenamento de gases medicinais e industriais, entre eles o oxigênio. O aumento foi de 68% se comparado com o período pré-pandemia. No caso das carretas criogênicas para o transporte destes gases, a produção subiu 39% no mesmo período.

Em nota, a empresa reforçou que "tem alertado exaustivamente todos os seus clientes medicinais dos setores público e privado que o abastecimento de oxigênio não depende apenas da sua produção". Além disso, explicou que as condições de transporte entre o local de produção de oxigênio e os locais de entrega "muitas vezes" só podem ser acessados por veículos menores.

A White Martins diz que muitos hospitais têm apresentado um aumento de consumo de oxigênio que vai além da sua capacidade de estocagem instalada e da sua própria infraestrutura hospitalar. Isso, lembra, faz "com que a frequência de abastecimento se incremente exponencialmente e assim se veja impactada a confiabilidade de um fornecimento adequado", informou a companhia. "A transformação de unidades de pronto atendimento em postos de atendimento para pacientes com Covid-19, sem um planejamento adequado envolvendo os fornecedores de oxigênio, traz uma série de dificuldades logísticas."

Para evitar uma crise como em Manaus, a empresa aumentou a sua frota, que inclui carretas criogênicas, caminhões e isotanques, em 13,5% e o número de motoristas em 14%. Por fim,a White Martins ressalta a necessidade de que as autoridades indiquem previsão da demanda. " A White Martins – como qualquer fornecedora deste insumo – não tem condições de fazer qualquer prognóstico acerca da evolução abrupta ou exponencial da demanda", disse a companhia em nota.