Demissões na antiga residência de Charles III geram críticas do sindicato britânico

As demissões são "inevitáveis" em Clarence House, a antiga residência oficial do agora rei Charles III, confirmou nesta quarta-feira (14) um porta-voz, uma decisão que foi rapidamente anunciada após sua ascensão ao trono, ganhando as críticas de um sindicato.

Dezenas de membros do pessoal da Clarence House já receberam sua carta de demissão, segundo o jornal The Guardian. Quase cem pessoas trabalhavam na residência do ex-príncipe de Gales, algumas há décadas.

Os serviços do rei e da rainha consorte Camilla serão transferidos ao Palácio de Buckingham, residência oficial dos monarcas em Londres. A antecessora de Charles III, a rainha Elizabeth II, morreu na última quinta-feira aos 96 anos.

"Após a ascensão ao trono na semana passada, as operações de residência do ex-príncipe de Gales e da ex-duquesa da Cornualha acabaram e, como exige a lei, começou um processo de consulta", indicou a Clarence House.

"Nossos funcionários prestaram um longo e leal serviço e, embora algumas demissões sejam inevitáveis, trabalhamos urgentemente para identificar funções alternativas para o maior número de empregados", disse a Clarence House à AFP.

O sindicato PCS condenou em nota a decisão "implacável" de anunciar demissões "em um período de luto" pela morte de Elizabeth II.

Os funcionários da Clarence House não são representados por nenhum sindicato reconhecido, segundo o The Guardian.

O jornal explica que os serviços reais pretendiam inicialmente adiar o anúncio para depois do funeral de Elizabeth II, previsto para 19 de setembro, mas que, após consulta jurídica, decidiram fazê-lo o mais rápido possível.

Todos os funcionários demitidos receberão indenizações "maiores" e a medida entrará em vigor depois de três meses, segundo fontes reais.

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