Demitido por Regina Duarte, maestro é reconduzido à presidência da Funarte

Jan Niklas

O maestro Dante Mantovani, um dos nomes mais controversos da gestão de Roberto Alvim na Secretaria especial da Cultura, foi reconduzido para a presidência da Funarte. Ele havia sido demitido por Regina Duarte em março, no mesmo dia em que ela foi empossada como secretária. A nova nomeação, assinada pelo ministro da Casa Civil, Braga Netto, foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira.

A volta de Mantovani à Funarte expõe a fragilidade da situação de Regina Duarte no governo. A portaria que reconduziu o maestro para o cargo foi feita a pedido do ministério do Turismo, órgão ao qual a secretaria da Cultura e a Funarte são vinculados.

Nomeado em dezembro do ano passado, Mantovani chamou atenção por teorias da conspiração que compartilhava em seu canal no YouTube. Em um vídeo, ele falou sobre sua crença de que o rock leva ao satanismo.

"O rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo. O próprio John Lennon disse que fez um pacto com o diabo", disse Mantovani.

O maestro de 35 anos, natural de Paraguaçu Paulista, é aluno do ideólogo de direita Olavo de Carvalho. Em outros vídeos antigos que viralizaram quando ele assumiu a Funarte pela primeira vez, ele endossava teorias de que agentes comunistas infiltrados na CIA foram responsáveis por distribuir LSD para jovens em Woodstock. O objetivo final, diz ele, seria destruir a família, vista como "base" do capitalismo.