Democrata norte-americana chama Bolsonaro de 'genocida’ e sugere intervenção no Brasil

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Pam Keith
Democrata Pam Keith (Foto: Reprodução/ Twitter)
  • Membro do Partido Democrata nos EUA sugere intervenção no Brasil

  • Pam Keith, da Flórida, chama Bolsonaro de "corrupto" e "genocida"

  • Youtuber Felipe Neto respondeu: "Nosso presidente está matando pessoas"

A maneira como o presidente da República, Jair Bolsonaro, conduziu a pandemia do coronavírus no país levou uma integrante do Partido Democrata dos Estados Unidos a sugerir a intervenção norte-americana no Brasil.

Pam Keith, que mora na Flórida e é militar, escreveu em sua conta no Twitter, no sábado (27): “Bolsonaro é um bruto corrupto, genocida, incompetente”. A democrata afirmou também que a situação da pandemia no Brasil é um problema sério e que os Estados Unidos deveriam liderar uma intervenção internacional. "A falta de liderança de Bolsonaro está criando uma crise de saúde e econômica, com um escândalo político de proporções épicas para completar". 

Ela disse ainda que não adianta apenas enviar vacinas ao Brasil, porque Bolsonaro não faria a distribuição de forma igualitária.

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Candidata ao Congresso em 2020, pelo Partido Democrata, ela perdeu a eleição, mas é uma importante líder política.

O youtuber Felipe Neto respondeu à deputada no domingo: “Por favor, faça essa mensagem chegar ao [presidente dos EUA] Joe Biden e à [vice-presidente] Kamala Harris”. Nosso presidente está matando nossas pessoas desde o dia 1”.

Crítico ao governo Bolsonaro, o influenciador já teve um vídeo publicado no jornal norte-americano The New York Times, em que afirma: “Trump é ruim, mas Bolsonaro é pior”.

Pandemia no Brasil

O aumento no número de mortes pela covid-19 no Brasil tem sido destaque no mundo todo. Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times publicou uma reportagem sobre o colapso do sistema de saúde brasileiro.

Desde o início da pandemia, foram mortas pelo coronavírus no Brasil. O número de vítimas registradas por dia tem batido recordes, ficando acima de 3 mil pessoas.

Os Estados Unidos são o único país com mais mortos do que o Brasil em números absolutos: 562.063 vítimas. Mas o número de novos casos e novas mortes por dia vem em forte queda.

Bolsonaro minimizou a pandemia em diversos momentos. No início da pandemia, o presidente fez um pronunciamento em rede nacional afirmando que o coronavírus é uma “gripezinha” e pediu o fim do “confinamento em massa”.

Bolsonaro em pronunciamento em 2020
Em pronunciamento, Bolsonaro diz que covid é uma "gripezinha" e prega contra medidas de restrição de circulação de pessoas (Foto: Reprodução)

Por causa das falas do presidente e da política de combate instaurada, o Brasil virou chacota internacional quando o assunto é a pandemia. 

A fala “Se você virar um chi... virar um jacaré, é problema de você, pô”, no dia 17 de dezembro de 2020, ao comentar sobre possíveis efeitos colaterais da vacina da Pfizer, rodou o mundo e foi destaque em vários dos principais veículos de comunicação.

Ritmo lento de vacinação contra covid faz Saúde colapsar

Se os números excessivos de mortes chocam, impressiona também o crescimento lento dos números de pessoas vacinadas pelo país, indo de encontro a uma tradição brasileira de vacinar em larga escala devido ao alcance do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre novembro de 2020 e março deste ano, oito em cada dez pacientes com Covid-19 intubados em unidades de terapia intensiva (UTIs) do Brasil morreram, segundo dados do Ministério da Saúde compilados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A taxa de mortalidade de pacientes internados no país, de 83,5%, é uma das maiores do mundo.

Especialistas dizem que a alta taxa de mortalidade é reflexo da ausência de profissionais treinados, além de problemas de gestão e justamente da longa espera por leitos nos hospitais, agravada pela escalada da doença.

Mudanças no Ministério da Saúde em meio à crise

Em paralelo a isso, o presidente já trocou quatro vezes o ministro da Saúde, em meio à pandemia causada pelo coronavírus.

O novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga, assumiu na semana passada depois da saída do general Eduardo Pazuello.

General Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde
General Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

Sob o lema de que “um manda, o outro obedece”, em relação a Bolsonaro, o militar acatou as ordens do Planalto e recomendou “tratamento precoce” sem comprovação científica, não apoiou medidas de distanciamento social, atrasou a vacinação no país e foi omisso no colapso do sistema de saúde, principalmente em Manaus, onde pacientes morreram asfixiados pela falta de oxigênio medicinal.

A Procuradoria-Geral da República abriu uma investigação para apurar a negligência do Ministério da Saúde sob o comando de Pazuello. No Congresso, senadores pressionam para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Diante desse cenário, a permanência do general à frente da pasta se tornou insustentável. Agora com a adoção de um discurso pró-vacina, o Palácio do Planalto também avalia que a demissão de Pazuello pode estancar a perda de popularidade de Bolsonaro.

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