Democratas abrem a porta para acordo sobre projetos de Biden

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O presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington, em 2 de outubro de 2021 (AFP/MANDEL NGAN)
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A ala progressista do Partido Democrata sinalizou neste domingo (3) que estava disposta a fazer concessões para conseguir que o vasto programa de investimento interno do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, seja aprovado no Congresso, ainda que estejam à vista negociações intensas para superar as divisões do partido.

A Casa Branca tenta conseguir o apoio necessário entre os democratas, diante do destino de dois pacotes orçamentários que marcarão o legado do presidente.

Uma parte dos republicanos apoia o projeto de lei que visa investir 1,2 trilhão de dólares em infraestrutura, mas se opõe a um segundo pacote, um plano para destinar 3,5 trilhões à educação e atenção infantil, ampliação de programas de saúde e promoção de energia limpa.

Se Biden quiser que sua proposta de “Build Back Better” (reconstruir melhor) seja aprovada no Congresso, precisa de unanimidade nas fileiras democratas, que controlam por margem estreita as duas casas. É uma tarefa árdua, visto que as negociações entre as alas moderada e progressista do partido na semana passada terminaram em impasse.

Para manter sua posição de força nas negociações, os progressistas se recusam a apoiar o projeto de infraestrutura até que seja garantido o "sim" do Senado ao plano de gastos sociais.

Depois que os centristas fizeram uma contraoferta de 2 trilhões de dólares para esse projeto, o senador de esquerda Bernie Sanders disse que tal montante é insuficiente para remodelar a economia americana. "Mas eu aceito que terá que haver um dar e receber", afirmou ele no talk show "This Week", do canal ABC.

Pramila Jayapal, líder dos democratas progressistas na Câmara dos Representantes, admitiu que seu setor terá que diminuir a cifra que aspira alcançar.

Em sua intervenção no domingo no programa "State of the Union", da rede CNN, disse, porém, que "ainda não há um número na mesa com o qual todos concordem" e que é realista algo "entre 1,5 e 3,5 trilhões de dólares".

"Uma das ideias que existe é financiar totalmente o que podemos financiar totalmente, mas talvez em vez de fazer isso por dez anos, fazer por cinco", argumentou a congressista Alexandria Ocasio-Cortez no programa "Face the Nation", da CBS.

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