Democrata vence disputa para o Senado no Colorado; republicano vence no Alabama

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(Arquivo) O ex-governador John Hickenlooper
(Arquivo) O ex-governador John Hickenlooper

Os democratas conquistaram uma importante vitória nesta terça-feira (3) no Legislativo, ao arrebatarem dos republicanos uma cadeira do Colorado no Senado, mas perderam um senador no Alabama, o que complica sua tentativa de acabar com a maioria ostentada pelo partido governante na Câmara Alta.

Na Câmara de Representantes, o democratas confirmaram a maioria, o que posiciona Nancy Pelosi para continuar como a presidente da Casa de 435 deputados por mais dois anos. 

"Estou muito orgulhosa de poder dizer que esta noite - relativamente cedo - podemos afirmar que conservamos a Câmara", disse Pelosi, que em sua função virou uma grande rival para Trump. 

A popular representante da ala mais à esquerda do Partido Democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de 31 anos, confirmou sua cadeira depois do primeiro mandato de dois anos, marcado por seus discursos no Congresso e presença nas redes sociais.

Mas a tentativa dos democratas de romper a maioria republicana no Senado continua incerta. Atualmente, o partido governante tem 53 das 100 cadeiras e na terça-feira 35 estavam em disputa. 

Os democratas precisam derrotar quatro republicanos para conquistar a maioria. Se Joe Biden conseguir chegar à Casa Branca, serão necessárias apenas três novas cadeiras, já que, em caso de empate, o vice-presidente tem o voto decisivo.

O ex-governador democrata do Colorado John Hickenlooper conseguiu desbancar o senador Cory Gardner, segundo a Fox News e a NBC News.

"Obrigado, Colorado! Servir nesse estado foi a grande honra da minha vida e estou ansioso para ser seu senador", comemorou no Twitter Hickenlooper, empresário e geólogo, que tentou disputar as primárias democratas.

No Alabama, os republicanos tiraram um assento dos democratas, com a vitória de Tommy Tuberville, treinador de futebol americano de 66 anos, contra o senador Doug Jones.

Jones teve uma corrida complicada pela frente, pois conquistou o assento em um estado tradicionalmente republicano em eleições extraordinárias realizadas em 2017, nas quais seu adversário, Roy Moore, enfrentou acusações de abuso sexual.

Esta não foi a única boa notícia da noite para os republicanos, pois o veterano Lindsey Graham foi reeleito na Carolina do Sul.

Graham - que é um importante apoiador de Trump - venceu o democrata Jaime Harrison, segundo projeções da Fox News e do jornal The New York Times, que anunciaram os resultados com metade dos votos apurados.

Graham se viu envolvido em uma polêmica nas últimas semanas após supervisionar o processo de indicação da juíza conservadora Amy Coney Barrett à Suprema Corte.

O processo provocou indignação entre os democratas, que afirmavam que a vaga devia ser preenchida pelo governo resultante das eleições desta terça-feira.

Já o líder da maioria republicana, Mitch McConnell, se reelegeu no Kentucky e garantiu presença no Capitólio por mais seis anos.

Este político conservador de 78 anos, que está no Senado desde 1995, venceu a ex-piloto de guerra Amy McGrath.

Os republicanos contam atualmente com 53 das 100 cadeiras do Senado, e estavam em jogo nesta terça-feira 35 vagas na câmara alta.

Controlar o Senado é vital na política de Washington, já que o partido que conquista a bancada majoritária elege as leis que serão votadas em plenário, e cabe à casa também confirmar as indicações sugeridas pelo presidente para cargos importantes. 

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