Denúncia rara de médicos de Cuba sublinha crise da Covid e dissidência crescente

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Coronavírus em Havana

Por Sarah Marsh

HAVANA (Reuters) - Vários médicos de Cuba estão usando as redes sociais para se queixar da falta de remédios, oxigênio e outros materiais necessários para combater um surto grave de Covid-19, uma denúncia pública rara das condições do sistema de saúde tão louvado da ilha.

A revolta é uma reação a comentários de autoridades do governo, que os médicos dizem culpá-los pela aflição crescente e ao mesmo tempo minimizar condições precárias existentes antes da crise atual.

"Quero denunciar o colapso de nosso sistema de saúde em nosso hospital, assim como no resto do país, devido à falta de recursos e equipamento de proteção", disse o dr. Francisco Pavón em um vídeo compartilhado nas redes sociais que contou com mais de 20 médicos e estudantes de Medicina de Holguín, uma província do leste cubano.

Outros foram ao Facebook ou a plataformas de mensagens para denunciar a situação crítica e exigir mais apoio das autoridades.

Críticas semelhantes têm sido vistas em outras partes do mundo durante a pandemia, já que equipes médicas são levadas a extremos quando as infecções disparam, sobrecarregando até os sistemas de saúde mais ricos.

Mas em Cuba elas são incomuns porque as autoridades costumam reprimir a dissidência pública, dizendo que a união é necessária para combater tentativas explícitas dos Estados Unidos de forçar uma mudança política.

E o tópico é especialmente sensível: o sistema de saúde é considerado um dos pilares da legitimidade do sistema de partido único "revolucionário" de Cuba, tendo produzido resultados comparáveis aos de nações ricas.

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