Departamento de Justiça dos EUA investiga polícia de Louisville por abusos

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(Mar/2021) Manifestação em Louisville lembra primeiro aniversário da morte de Breonna

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira uma investigação sobre abusos sistemáticos por parte da polícia de Louisville, Kentucky, 13 meses depois que agentes mataram a tiros Breonna Taylor, negra, durante uma operação em sua residência.

O procurador-geral, Merrick Garland, informou que as investigações em Louisville irão se concentrar em um padrão de uso irracional da força, registros e apreensões ilegais e discriminação contra os negros. Ambas as investigações poderiam levar a polícia a ser legalmente obrigada, mediante decretos de consentimento, a promulgar reformas.

Depois que o ex-presidente Donald Trump se negou a usar a pressão federal para promover reformas nos departamentos de polícia locais, as investigações destacam a determinação do atual governo a pedir que a polícia preste contas, após uma série de tiroteios e assassinatos injustificados de cidadãos negros. "Todos esses passos serão dados com um objetivo em mente: garantir que as políticas e práticas policiais sejam constitucionais e legais", assinalou Garland.

A polícia de Louisville foi alvo de um escrutínio particular durante os protestos nacionais do movimento Black Lives Matter, contra o abuso policial, no ano passado, devido à morte de Breonna, 26. Ela foi assassinada a tiros na cidade de Louisville em março de 2020, depois que três policiais não uniformizados entraram em seu apartamento durante a noite para executar uma ordem relacionada a drogas, que não foram encontradas.

O namorado da vítima trocou tiros com os agentes, por pensar que se tratassem de invasores. Os três policiais foram destituídos, mas apenas um deles foi preso, acusado de pôr em risco a vida dos vizinhos.

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