Depoente na CPI da Covid, médica Nise Yamaguchi anuncia ‘pré-candidatura independente' ao Senado

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  • Nise Yamaguchi
    Médica e pesquisadora nipo-brasileira

A oncologista e imunologista Nise Yamaguchi anunciou, nesta terça-feira, sua pré-candidatura ao Senado pelo estado de São Paulo. Em transmissão ao vivo em suas redes sociais, ela se emocionou, citou versos bíblicos e afirmou que ainda busca seu partido, mas terá uma “candidatura independente”. A médica foi uma das depoentes da CPI da Covid, em junho deste ano, por sua defesa pública a tratamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19 e pela suspeita de integrar o chamado gabinete paralelo, que assessorava o presidente Jair Bolsonaro nas tomadas de decisão durante a pandemia.

No vídeo de anúncio, que tem cerca de 10 minutos, ela voltou a defender o que chamou de “tratamento imediato” e afirmou que “mesmo os vacinados que estão ficando doentes precisam” da medida. Além disso, Yamaguchi citou seu depoimento na CPI em diversos momentos e criticou a postura dos senadores na ocasião. Além disso, afirmou ter conversado com presidente da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM), antes de seu depoimento, para justificar sua atuação.

“Duas semanas antes eu fui lá conversar com o Aziz. Disse: ‘Senhor senador, eu gostaria de esclarecer o que está acontecendo, os tratamentos…’ Levei 200 artigos científicos mostrando que eu tinha porquê estar falando daquela maneira. Quando eu fui convidada, eu pensei que seria respeitada, mas não fui”, disse a médica, que chegou a chamar a comissão de “CPI de exceção”.

Depois de destacar sua atuação no campo da medicina, ela anunciou sua pré-candidatura ao Senado e justificou, dizendo que “mais mulheres de bem têm que ocupar aquela cadeira”. Apesar de ser natural do estado do Paraná, Yamaguchi contou morar há 40 anos em São Paulo.

“Não tenho partido, não sou política. Não sei, ainda, qual partido eu vou acolher. Mas sei que vou ser uma pessoa independente. Então estou dizendo que vou ter uma candidatura independente. Qual vai ser o partido? O mais ético que eu encontrar, o mais correto que eu encontrar. Se eu não ganhar, eu vou ter pontuado que nós, sim, precisamos ter voz. Temos que dar voz aos excluídos, dar voz à verdade, temos que defender o que podemos para salvar as pessoas. As crianças, nesse momento”, destacou Nise Yamaguchi.

Já no fim da transmissão, disse estar se “alinhando nas trincheiras” porque estamos vivendo uma “guerra biológica, uma guerra fratricida, de inescrupulosidade, de questões antiéticas, de agressões, de tentativa de descaracterização dos ideias das pessoas”. Yamaguchi também citou versos bíblicos e se emocionou: “Mas eu acredito que tudo posso naquele que me fortalece. Mil cairão ao teu lado, dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido”, completou.

A oncologista ponderou também sua falta de experiência política e eleitoral, ao afirmar que não conhece “os meandros” e dizer que não quer “toma lá dá cá”.

“Não quero fazer acordos que depois eu não tenha como cumprir, porque minha ética não vai permitir. E se Deus não permitir que eu seja senadora da República do Brasil, vou continuar meu trabalho de formiguinha, mas de formiguinha atômica, no Brasil e no Mundo”, encerrou.

Na CPI, o depoimento de Yamaguchi foi marcado por polêmicas nas redes sociais. Houve quem apontasse machismo no tratamento dado à médica, que em muitos momentos teve suas falas interrompidas ao ser questionada por senadores. Por outro lado, também houve aqueles que acreditaram que as ideias defendidas por ela foram razão suficiente para os cortes e questionamentos.

Além disso, suas declarações tiveram diversas contradições, que foram desde as dosagens de medicamento comprovadamente ineficaz contra a Covid-19 à vacinação para pessoas em grupos de risco e encontros que teve com o presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, Yamaguchi também divergiu dos depoimentos do ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta e do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, sobre a minuta para mudar a bula da cloroquina.

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