Depois de Apolo, Artemis: Nasa se prepara para voltar à Lua após 50 anos

© NASA

Na mitologia grega, Artemis era filha de Zeus e Leto, e irmã gêmea de Apolo, o Deus-Sol, patrono das artes e das ciências, que emprestou seu nome à missão que levou Neil Armstrong, o primeiro homem a chegar à Lua, em 1969. A última vez que os homens visitaram esse satélite da Terra foi com a Apollo 17, em 1972. A missão norte-americana Artemis deverá relembrar, no fim de agosto de 2022, o eterno fascínio da humanidade pela Lua e seus mistérios.

A data está finalmente se aproximando: Artemis 1, a primeira missão do programa norte-americano a retornar à Lua poderia decolar já no dia 29 de agosto, anunciou a Nasa nesta quarta-feira (20).

Duas datas alternativas são possíveis: 2 ou 5 de setembro, ressaltou a agência espacial. O anúncio foi feito no aniversário do desembarque da missão Apollo 11 na Lua, em 20 de julho de 1969.

Mais de meio século depois, o programa Artemis deveria marcar o retorno dos norte-americanos à Lua, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa não branca.

Entretanto, o Artemis 1 ainda não terá um astronauta a bordo. A missão foi projetada para testar o novo foguete gigante SLS da Nasa, que estará em seu primeiro vôo, e a cápsula Orion em seu ápice, onde uma tripulação será instalada a partir do Artemis 2.

A decolagem está programada para acontecer a partir do Cabo Canaveral, na Flórida. A cápsula, uma vez impulsionada pelo foguete, viajará até a Lua, onde se colocará em órbita antes de retornar à Terra. A missão, dependendo da data final de lançamento dos três anunciados, poderia durar de 39 a 42 dias.

Orion já voou uma vez no espaço para um teste, em 2014, lançado na época por um foguete Delta IV, executando duas circonavegações da Terra, em particular para testar seu escudo térmico.

40 mil km por hora

Mas desta vez, a cápsula retornará de muito mais longe e terá que suportar condições muito mais extremas em seu retorno à atmosfera terrestre: uma velocidade de quase 40 mil km/h e uma temperatura "metade tão quente quanto o Sol", de acordo com Mike Sarafin, encarregado da missão na Nasa, que enfatizou as condições técnicas do voo em uma coletiva de imprensa.

Além deste primeiro objetivo, a missão deve demonstrar a capacidade da nave de operar no espaço profundo e ser recuperada após seu desembarque no oceano, ao final da viagem.

A decolagem do Artemis 1, originalmente prevista para o início deste ano, teve que ser adiada para completar um teste na plataforma de lançamento em junho.

O Artemis 2 está atualmente programado para 2024. A primeira missão com astronautas a bordo, ainda não aterrissará na Lua, mas simplesmente a circundará.

Esta honra será reservada para a tripulação do Artemis 3, uma missão programada para 2025, no mínimo.

(Com informações da AFP)

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