Depois da alta nos juros, mercado mantém expectativas de inflação estáveis

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Após o Banco Central (BC) subir a taxa básica de juros, a Selic, para 9,25% no início do mês, o mercado vem mantendo suas expectativas de inflação para 2021 e 2022 no mesmo patamar. Nos últimos meses, as projeções vinham se deteriorando por conta da pressão de preços e a incerteza fiscal.

Nesta segunda-feira, o relatório Focus divulgado pelo BC mostra que o mercado espera inflação de 10,04% este ano, contra 10,05% na semana passada. Já para 2022, a expectativa subiu de 5,02% para 5,03%.

Já as projeções de longo prazo caíram. Em 2023, a expectativa era de 3,46% na semana passada e atualmente está em 3,4%. Já em 2024, a projeção era de 3,09% e chegou a 3% nesta semana. As metas de inflação são de 3,25% e 3%, respectivamente.

Na sua última decisão de juros, o BC comunicou que vai continuar elevando a Selic até que a inflação fique ancorada próxima à meta e já começou a mirar os índices de 2022 e 2023.

As projeções de crescimento tiveram mudanças pequenas para baixo. O mercado via um crescimento de 4,65% este ano na semana passada e agora passou para 4,58%. Para 2022, a projeção de 0,5% se manteve e a de 2023 caiu de 1,9% para 1,85%.

Na semana passada, o próprio Banco Central cortou pela metade sua projeção de crescimento para 2022, de 2,1% para 1%. Os juros mais altos contribuem para uma economia menos dinâmica, mas, ressaltou a autoridade monetária, há expectativas positivas na agropecuária e no setor de serviços.

Sobre a Selic, o mercado não fez alterações de suas expectativas. Para o ano que vem, a Selic deve terminar em 11,5% e chegar a 8% em 2023.

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