Depois da ButanVac, governo Bolsonaro anuncia outra vacina brasileira contra covid

Ana Paula Ramos
·3 minuto de leitura
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - FEBRUARY 01: A health worker draws the CoronaVac vaccine from a vial at a drive-thru vaccination post at the Rio de Janeiro State University (UERJ) on February 1, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. The city of Rio de Janeiro started today a priority vaccination program against COVID-19 in elderly people over 99 years old. Immunization is being carried out in 236 clinics, in addition to posts using the drive-thru system. The CoronaVac vaccine was developed by the Chinese laboratory Sinovac in partnership with the Butantan Institute. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - FEBRUARY 01: A health worker draws the CoronaVac vaccine from a vial at a drive-thru vaccination post at the Rio de Janeiro State University (UERJ) on February 1, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. The city of Rio de Janeiro started today a priority vaccination program against COVID-19 in elderly people over 99 years old. Immunization is being carried out in 236 clinics, in addition to posts using the drive-thru system. The CoronaVac vaccine was developed by the Chinese laboratory Sinovac in partnership with the Butantan Institute. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
  • Ministro da Ciência anunciou vacina brasileira que pediu autorização para Anvisa para testes

  • Anúncio foi feito horas depois de o governo de São Paulo anunciar ButanVac

  • "Coincidência, bom para o país", disse Marcos Pontes

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, afirmou durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (26) que uma candidata a vacina contra a covid-19 - 100% brasileira - apoiada pelo governo federal solicitou na quinta-feira (25) autorização para testes em voluntários. O imunizante está sendo desenvolvido pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP).

Brazilian Science and Technology Minister Marcos Pontes speaks during the launching of the Brazilian Waters Program in celebration of International Water Day at Planalto Palace in Brasilia, on March 22, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O anúncio foi feito horas depois de o governo de São Paulo divulgar que vai pedir à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para o início dos testes da Butanvac. "No meu ponto de vista, não tem nada a ver um ponto com o outro", disse o ministro da Ciência. "Coincidência, bom para o país", disse Pontes.

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Na coletiva, Pontes afirmou que o governo federal investiu em 15 protocolos de pesquisa de uma nova vacina contra a Covid-19 e uma delas está em estágio mais avançado.

"Três dessas vacinas avançaram nos pré-testes e agora elas estão entrando na fase dos testes clínicos. (...) Uma dessas vacinas já tem o protocolo registrado na Anvisa para testes clínicos", disse Pontes, que exibiu uma folha de papel para comprovar o pedido.

Ele não especificou quanto tempo devem durar os testes, mas deu uma previsão de cerca de três meses para as duas fases iniciais com 300 voluntários. Depois, são necessárias 20 mil pessoas para a terceira etapa, mas, segundo o ministro, é possível acelerar a tramitação e até fazer algumas aberturas para eventualmente pedir o uso emergencial.

"Pátria de máscara"

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estava na entrevista e afirmou que “o importante é vacinar a população brasileira”. Na avaliação dele, os imunizantes são os principais ativos para “por fim à pandemia que é o que todos nós queremos”.

New Brazilian Health Minister Marcelo Queiroga speaks during a press conferente at Planalto Palace in Brasilia, on March 24, 2021. - Queiroga stated that President Jair Bolsonaro gave him
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Segundo o ministro, a quantidade de vacinação no Brasil ainda não é a ideal. "Em proporção à nossa capacidade de vacinar, ainda não estamos vacinando como queremos", admitiu.

Queiroga fez ainda um apelo à população para que use a máscara como forma de bloquear a disseminação do coronavírus. "Na época da Copa do Mundo, a nação se une, se chama Pátria de Chuteira. Agora é Pátria de Máscara. É um pedido que faço a cada um dos brasileiros: usem a máscara. Nós, do governo, vamos trabalhar para termos um aporte de vacinas suficientes para imunizar a nossa população".