Depois de falência, amigos faturam R$ 20 milhões com restaurantes de comida japonesa

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Com sete unidades em funcionamento, o negócio planeja faturar R$ 20 milhões até o fim do ano. Foto: Getty Images.
Com sete unidades em funcionamento, o negócio planeja faturar R$ 20 milhões até o fim do ano. Foto: Getty Images.
  • Dois amigos se juntaram para criar um restaurante de comida japonesa;

  • Ambos são donos de sete unidades do 'Kimura Restaurante';

  • Até o fim de 2021, o empreendimento pretende faturar cerca de R$ 20 milhões.

Empreender é uma palavra que está na moda. Contudo, o sentimento por trás do termo sempre esteve presente na vida de muitas pessoas antes mesmo do sentido mercadológico. É o caso de dois amigos, Rodrigo Oliveira, de 45 anos, e Rodrigo Carvalho, de 42.

Enquanto o primeiro é formado em farmácia, o segundo é contador, ou seja, áreas e profissões diferentes do setor em que atualmente empreendem. Ambos têm um restaurante de comida japonesa no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, o ‘Kimura Restaurante’. Com sete unidades em funcionamento, o negócio planeja faturar R$ 20 milhões em 2021.

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Agora que o plano dos amigos deu certo, é fácil imaginar que tudo tenha sido tranquilo na caminhada até o sucesso. Contudo, não foi sempre assim, e desafios foram impostos antes mesmo do nascimento da loja. Com a intenção de investir R$ 700 mil, os Rodrigos acabaram por gastar mais de R$ 1 milhão no processo.

Algumas das dificuldades encontradas foram entender o ramo dos restaurantes, assim como gerir o espaço e lidar com mão de obra e a falta de noção de gastos em investimento. O principal engano estava na visão de consumidores que ambos tinham.

Após um determinado tempo de estudo, análise de mercado e bastante dinheiro investido, o restaurante começou a dar certo.

Com o sucesso crescente, em 2016, os Rodrigos decidiram investir R$ 2,6 milhões em duas novas unidades, ou seja, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e no Shopping Nova América, zona norte do Rio, sendo que esta faturou R$ 3,5 milhões em menos de um ano.

Segundo os empreendedores, a unidade de Niterói era a mais bonita, já que ficava de frente para a praia. Contudo, quase não havia público, mantendo-se sempre 60% abaixo da loja da Tijuca. 

Como efeito, os dois decidiram fechar o local. Ao reconhecer o erro, os empreendedores arcaram com o R$ 1,5 milhão investido e perdido, tendo uma falência durante o processo.

Mesmo com a baixa, a dupla investiu no crescimento e aperfeiçoamento dos serviços. Em 2019 começaram testes com serviço de delivery, investindo R$ 180 mil para adaptar um espaço perto da localidade da Tijuca. O ambiente chegou a faturar cerca de R$ 475 mil ao mês antes de fechar o primeiro ano.

Com a pandemia, o serviço de entregas cresceu 90% em vendas. Depois abriram uma dark kitchen nas unidades da Barra da Tijuca e de Copacabana. Após desenvolverem o modelo para franqueamento, novos espaços com a versão de delivery surgiram em Jacarepaguá e Méier.

O serviço permaneceu forte com a reabertura da economia, e agora representam por volta de 60% do faturamento.

As informações são do Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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