Depois de um ano da alta, 60% dos pacientes internados com covid ainda têm sequelas

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SANTO ANDRE, BRAZIL - MAY 17: A COVID-19 patient receives a CT scan at a field hospital set up in the Pedro Dell’Antonia Sports Complex on May 17, 2021 in Santo Andre, Brazil. Health experts are warning that Brazil should brace for a new surge of COVID-19 amid a slow vaccine rollout and relaxed restrictions. The state of Sao Paulo has registered over 3 million cases of COVID-19 and more than 100,000 deaths. Over 435,000 people have been killed in Brazil by COVID-19, second only to the U.S. (Photo by Mario Tama/Getty Images)
Estudo continua em andamento e deve acompanhar pacientes por quatro anos (Foto: Mario Tama/Getty Images)
  • Estudo feito no Hospital das Clínicas mostrou que, entre os pacientes internados por covid, 60% têm sequelas um ano após a alta

  • Foram monitorados 750 pacientes, internados no primeiro semestre de 2020

  • Casos que geram sequelas são conhecidos como "covid longa" ou "síndrome pós-covid"

Depois de um ano da alta hospitalar, 60% dos pacientes que foram internados em decorrência da covid-19 apresentam algum tipo de sequela. Entre as possíveis consequências geradas pela doença estão fraqueza, fadiga, falta de ar, dificuldade de concentração e memória.

É o que mostra um estúdio do Hospital das Clínicas da USP, divulgado pela Folha de S. Paulo. Os novos dados podem ajudar na implantação de políticas de saúde pública na era “pós-covid”.

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Os casos que geram sequelas são chamados de “covid longa” ou “síndrome pós-covid”. O trabalho do Hospital das Clínicos acompanhou 750 pacientes que foram internados no local durante o primeiro semestre de 2020. O levantamento mostra que um terço deles continuam com alterações pulmonares importantes.

O estudo está sendo finalizado para que possa ser divulgado em publicações científicas.

O objetivo é que os pacientes sigam sendo monitorados, durante quatro anos. Os envolvidos estão fazendo tratamentos em áreas diferentes, como fisioterapia, saúde mental, cardiovascular e outras.

À Folha, Carlos de Carvalho, professor de pneumologia da USP e diretor da divisão de pneumologia do InCor (Instituto do Coração), contou que os pacientes passaram por teleconsultas, responderam questionários e foram ao hospital para serem avaliados. Cada paciente passou cerca de 5 horas no hospital para avaliação completa.

A ideia, agora, é que com as informações, sejam criados novos protocolos de tratamento para a “covid longa”. Segundo a Folha, será feito também um projeto-piloto relacionado ao tema em 18 Unidades Básicas de Saúde no bairro de Ermelino Matarazzo, na Zona Lesta da capital paulista. O modelo de triagem será o mesmo adotado no Hospital das Clínicas.

O Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde e o governo do estado mostraram interesse em repetir o protocolo do HC. Agentes da saúde seriam treinados para fazer o trabalho de triagem para identificar casos da síndrome pós-covid.

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