Depois de declaração racista de Fernández, Bolsonaro compara presidente argentino com Nicolás Maduro

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Brazilian President Jair Bolsonaro delivers a speech during the announcement of sponsorship of olympic sports team by the state bank Caixa Economica Federal at Planalto Palace on June 1, 2021. - Brazil's President Jair Bolsonaro said on Tuesday that, if it depends on his government, his country will host the 2021 Copa America, in a bid to reduce uncertainty over the hosting of the world's oldest national team tournament. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
  • Alberto Fernández afirmou que ‘brasileiros vieram da selva’

  • Essa foi a segunda vez que o presidente se dirigiu sobre o ocorrido

  • Presidente argentino recebeu críticas em seu próprio país

Em resposta a declaração racista do presidente da Argentina, Alberto Fernández, Jair Bolsonaro (sem partido) o comparou a Nicolás Maduro, líder da Venezuela, nesta quinta-feira (10).

Na última quarta-feira (9), o argentino se encontrou com o primeiro-ministro da Espanha em Buenos Aires, e disse que “os mexicanos vieram dos indígenas, os brasileiros, da selva, e nós [os argentinos], chegamos em barcos”. E completou: “eram barcos que vinham da Europa”.

No mesmo dia, Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais uma foto em que aparece ao lado de indígenas com a palavra: “SELVA!”.

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Nesta quinta, o presidente brasileiro voltou a se pronunciar sobre o tema em encontro com apoiadores e disse que Fernández e o presidente venezuelano Maduro “não têm vacina”, no sentido que eles não seriam corrigíveis.

"Lembro que, logo que o [Hugo] Chávez morreu, assumiu o Maduro [na Venezuela], e ele falava que conversava com os passarinhos que estavam encarnados na figura do Chávez", disse. "Acho que o Maduro e o Fernández, para eles não têm vacina."

Bolsonaro garantiu, no entanto, que não vê problemas entre o povo brasileiro e o argentino. "Troquei mensagem no WhatsApp hoje com o ex-presidente [Mauricio] Macri, da Argentina. Não tem nenhum problema entre nós nem com o povo argentino. Rivalidade com a Argentina, só no futebol."

A declaração de Fernández não inspirou críticas apenas no Brasil e no México, mas também na oposição argentina. Facundo Suárez Lastra, deputado pela União Cívica Radical, disse que “sempre há um nível mais baixo para que o presidente desça na escada do ridículo e da vergonha. Ofende países irmãos e aparece como um ignorante. Nem professor nem acadêmico."

A UCR estava na base de apoio do ex-presidente Mauricio Macri. Karina Banfi, que entrega a mesma sigla, pediu que Fernández “se desculpasse por sua ignorância e discriminação com os povos originários, com os países da região e com todos os argentinos e argentinas".

Após enxurrada de críticas, o líder argentino foi ao Twitter afirmar que “nossa diversidade é um orgulho”. Ele afirmou também que “não quis ofender ninguém” e se desculpou com “quem tenha se sentido ofendido ou invisibilizado”.

“Mais de uma vez foi dito que 'os argentinos descendemos dos barcos'. Na primeira metade do século 20 recebemos mais de 5 milhões de imigrantes que conviveram com os nossos povos originários. Nossa diversidade é um orgulho”.

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