Depois de gasolina, diesel e gás de botijão, agora também o GNV bate preço recorde em 20 anos

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Três dias depois do anúncio de nova alta nos preços da gasolina, do diesel e do gás de botijão, que atingiram o maior valor desde 2001, hoje foi a vez do Gás Natural Veicular (GNV). Segundo dados do Monitor dos Preços do Observatório Social da Petrobras (OSP), o combustível registrou o maior preço real do século em novembro, com o metro cúbico chegando a R$ 4,256.

Os dados mostram que o GNV começou a bater recordes em termos reais no mês de maio deste ano, a partir do aumento de 39% promovido pela Petrobras, chegando ao custo de R$ 4,02.

“Anteriormente, o pico do GNV aconteceu nos meses de fevereiro e março de 2019, quando o metro cúbico alcançou R$ 3,70. De lá para cá, o preço do combustível manteve-se mais ou menos estável, com uma queda em meio à pandemia por conta da diminuição do preço do barril de petróleo", diz o economista Eric Gil Gomes, do Instituo Brasileiro de Estudos Políticos e Socias (Ibeps) e do OSP.

Mas, segundo ele, a partir de maio de 2021 os preços começaram a subir, impulsionados pela valorização do barril e a desvalorização do câmbio, dois fatores que indexam os contratos com as distribuidoras.

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Mesmo com o preço elevado, o GNV ainda é o combustível mais barato do mercado. Levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), entre janeiro e setembro (até o dia 28) deste ano, 163.168 veículos fizeram a mudança de combustível, um crescimento de 88,5% em relação ao mesmo período de 2020.

O Rio de Janeiro é o principal mercado consumidor de GNV. O estado responde por cerca de 60% do volume de gás natural veicular do Brasil, sendo que 24% da sua frota utiliza o combustível. Em todo o país, apenas 2% dos veículos são abastecidos com GNV.


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