Depois do 'susto', governo da Noruega garante bacalhau nas mesas dos portugueses, que devem consumir até 5 mil toneladas no Natal

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LISBOA - Considerado o prato 'fiel amigo' dos portugueses, o bacalhau norueguês não deve faltar na ceia de Natal do país europeu, apesar de algumas "notícias alarmistas", aponta o Conselho Norueguês dos Produtos do Mar (NSC) para Portugal, ligado ao Ministério da Pesca e Assuntos Costeiros da Noruega. Pelo contrário. Um dos itens mais consumidos durante a pandemia deve chegar à marca de cinco mil toneladas apreciadas na tradicional festa.

— Os portugueses consomem cerca de 70 mil toneladas de bacalhau por ano, o que representa sete quilos per capita. Este peso em bacalhau salgado seco corresponde a 20 quilos de bacalhau fresco — indicou o diretor do NSC, Johnny Thomassen, à agência Lusa.

Thomassen contrariou o que classificou como "notícias alarmistas", garantindo que não faltará bacalhau no Natal.

— Eventualmente, alguns produtores ou retalhistas menores podem ficar sem estoque ou não terem todos os os tamanhos disponíveis. Contudo, esta situação será a exceção e não há qualquer risco de faltar bacalhau — afirmou.

De acordo com a NSC, os empresários portugueses precisaram encontrar outras soluções para contornar a questão do transporte. Thomassen cita como exemplo uma empresa, em Aveiro, que "fretou um navio para trazer carregamentos de bacalhau da Noruega".

Mais salgado

Em relação à dificuldade do pescado chegar às mesas portuguesas por conta da pandemia de Covid019, o diretor do NSC para Portugal disse também que o consumo se manteve estável face aos anos anteriores, apesar da pandemia ter provocado algumas mudanças nos padrões de consumo.

— A pandemia 'obrigou' os portugueses a reaprender a cozinhar e, em alguns casos, permitiu às famílias terem um maior número de refeições em conjunto e mais tempo para dedicarem à questão da alimentação. Portanto, ao longo destes meses ficou verificado um aumento do consumo de bacalhau em contexto doméstico e uma diminuição nas refeições fora de casa — acrescentou.

Apesar da boa notícia de que não faltará bacalhau na festa natalina, o preço deve ficar mais salgado no início de 2022 e que isso deve durar até a Páscoa.

— Os retalhistas sabem que o bacalhau é muito importante para atrair os clientes para a loja e, nesse sentido, apostam bastante em promoções nesta categoria. Por exemplo, em média, 67% das vendas de bacalhau são feitas em promoção — explica.

No entanto, Thomassen avisa que, no início do próximo ano, é "possível que se verifique uma subida dos preços" e que podem faltar alguns calibres (tamanho e peso) nas lojas mais pequenas, situação que deverá estar normalizada até à Páscoa.

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