Deputado aciona Comissão de Ética contra Weintraub pelo uso de assessores como advogados

Natália Portinari
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BRASÍLIA - O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) protocolou uma representação na Comissão de Ética da Presidência da República, pedindo uma investigação do uso de servidores públicos como advogados em ações privadas movidas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

O GLOBO revelou nesta terça-feira que dois assessores do Ministério da Educação (MEC), Auro Hadano Tanaka e Victor Sarfatis Metta, atuaram como advogados de Weintraub. Segundo especialistas, a prática pode configurar improbidade administrativa, pelo uso de servidor público para um serviço particular.

O ministério nega irregularidades e afirma que o serviço foi remunerado pelo próprio ministro. À comissão de ética, o deputado pede "que seja solicitado aos representados a apresentação dos contratos firmados para a prestação dos serviços de advocacia privada ao Ministro de Estado, bem como de comprovantes que demonstrem que os referidos servidores dedicam-se integralmente às funções inerentes aos cargos para os quais foram nomeados".