Deputado bolsonarista avança contra petista após ministro ser questionado sobre desaparecidos

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***ARQUIVO*** ATALAIA DO NORTE, AM, BRASIL,  12-06-2022 - Policiais federais trazem mochila e outros materiais (no saco feito com loza azul, também encontrada no local) que foram encontrados por mergulhadores dos bombeiros no rio Itaquaí. Buscas pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista britânico Dom Philips na região do Vale do Javari, no Amazonas. Os dois seguem desaparecidos desde domingo e uma força tarefa de busca tem sido feita, envolvendo forças militares, como exército e marinha, Polícia Federal, Polícia Militar do AM, Bombeiros e Defesa Civil, além da FUNAI e organizações indígenas. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO*** ATALAIA DO NORTE, AM, BRASIL, 12-06-2022 - Policiais federais trazem mochila e outros materiais (no saco feito com loza azul, também encontrada no local) que foram encontrados por mergulhadores dos bombeiros no rio Itaquaí. Buscas pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista britânico Dom Philips na região do Vale do Javari, no Amazonas. Os dois seguem desaparecidos desde domingo e uma força tarefa de busca tem sido feita, envolvendo forças militares, como exército e marinha, Polícia Federal, Polícia Militar do AM, Bombeiros e Defesa Civil, além da FUNAI e organizações indígenas. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O deputado bolsonarista José Medeiros (PL-MT) bateu boca com deputados de oposição e avançou contra o petista Paulo Teixeira (SP) nesta quarta-feira (15) durante audiência na Câmara com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.

Ele se irritou após a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) fazer perguntas ao ministro sobre o desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, na região do Vale do Javari (AM).

Medeiros interrompeu a deputada, que pediu para "ter a palavra respeitada". "Não vai ter, não. Você fale no tema, então", disse Medeiros.

Em meio ao bate-boca, o petista Paulo Teixeira defendeu o direito de Petrone fazer os questionamentos.

José Medeiros, então, se levantou e avançou em direção ao petista. O deputado do PL gritou por duas vezes, apontando o dedo na cara de Teixeira, e sentou após ser contido por aliados.

A audiência foi convocada para Anderson Torres prestar esclarecimentos sobre a morte de Genivaldo de Jesus Santos, morto em maio por agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) preso numa viatura com gás lacrimogêneo.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Orlando Silva (PC do B-RJ), pediu para aliados de José Medeiros acalmarem o parlamentar.

Orlando afirmou que os deputados poderiam fazer questionamentos fora do escopo da audiência. Ele defendeu que o regimento só prevê que o tema deveria ser estritamente seguido se o ministro fosse convocado para prestar esclarecimentos.

Inicialmente, Anderson Torres havia sido convocado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anulou a convocação na terça-feira (14).

Ele entendeu que Orlando Silva desrespeitou o regimento interno da Casa ao não conceder tempo para líderes partidários se manifestarem sobre a convocação antes da votação na comissão.

"Nós convertemos essa convocação em uma audiência pública. O império do regimento que restringe [as perguntas] ao objeto da convocação cai", afirmou.

Mesmo com a anulação, o ministro da Justiça disse a Arthur Lira que iria à Câmara para participar da audiência desta quarta.

Apesar do bate-boca, Anderson Torres disse à deputada que o Ministério da Justiça está "trabalhando para localizar os dois desaparecidos".

"Estamos muito perto disso [encontrar os dois], se já não o tivermos localizados. Foram feitas as oitivas, coordenamos o grupo de trabalho. Nós demos a devida importância para o caso."

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